Cotações da soja continuam desabando na Bolsa de Chicago
A perspectiva de uma safra cheia na América do Sul, aliado a um dólar alto acaba impactando no mercado americano e aumenta a competitividade do Brasil na exportação.
Soja em grão renovou a mínima de novembro e seguiu a sequência de queda em Chicago
Nesta quarta-feira (19/12), os
futuros do óleo de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) deram sequência ao movimento de queda e continuram
impactando os preços do grão. O resultado, segundo o colunista do RuralNews, Rodrigo Trage, é que neste pregão a soja em grão renovou
a mínima de novembro e seguiu a sequência de queda.
“Eu já tinha comentado aqui no nosso BOLETIM DIÁRIO que se o mercado confirmasse essa mínima, abriria espaço
para quedas mais intensas”, salienta o colunista. E foi o que aconteceu nesta quarta-feira. Após renovar a
mínima, a soja estendeu a queda em Chicago, fechando março emU$9,53/bs, uma variação de -2,61%. Já o óleo de soja fechou janeiroem¢ 39,55 /lb, com perdas de -2,63%.
E o principal fundamento que está
impactando o mercado americano é a perspectiva de uma safra cheia na
América do Sul. Outro fator, segundo Trage, é o dólar alto, que acaba aumentando a
competitividade do Brasil na exportação.
Rodrigo destaca que o banco central americano, o FED (Federal Reserve) cortou a taxa de
juros americana em 0,25 pontos, alterando a taxa para 4,50%. "Enquanto isso, no
Brasil, o fiscal segue preocupando, levando o dólar a renovar sua
máxima histórica", ressalta.
Outro fator que influencia muito a cotação do dólar é a votação do pacote de gastos no Brasil.A Câmara
promete celeridade à votação. Nesta
terça-feira o presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que os parlamentares devem dar prioridade para que esse projeto seja votado,
mas que não garante a aprovação do mesmo.