CBOT: Soja encerra mais amigável, com alta de 1,25%
A alta de 2,36% no óleo de soja também ajudou a impulsionar a alta do grão, para o óleo o principal motivador do dia foi o movimento altista do petróleo e dos demais óleos vegetais
Nessa faixa de preço o mercado da soja teve muitas dificuldades nos meses anteriores
Após
três pregões consecutivos de queda na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato de soja janeiro teve
alta de 1,25% nesta quarta-feira (30/10), com a alta de 12 cents por bushel.
O contrato volta a
negociar acima dos U$9,90, mas para vermos altas mais expressivas é
necessário que a cotação consiga ultrapassar a região que vai dos
U$10 aos U$10,20.
Nessa faixa de preço o mercado da soja teve muitas
dificuldades nos meses anteriores, o que da mais força a essa região
de resistência.
A alta de 2,36% no óleo de soja também ajudou a
impulsionar a alta do grão, para o óleo o principal motivador do
dia foi o movimento altista do petróleo e dos demais óleos
vegetais.
inclusive o óleo de palma na Malasia teve valorização
de 1,27% e mantém ainda um bom ágio quando comparado ao óleo de
soja.
A relação de preços entre o óleo de palma e o óleo de soja
sugue distorcida, com o óleo de palma mais caro, o que não faz
sentido a longo prazo pois o óleo de soja é um óleo vegetal mais
nobre que o de palma, sendo natural que esse seja mais caro.
Com isso
podemos inferir que os preços para o óleo de soja tendem a se
manter mais firmes no médio prazo. Já para o farelo, a demanda não
está indo para os EUA e os preços por lá seguem em queda, hoje
menos intensa que nos dias anteriores.
O futuro de farelo registrou
queda de -0,07% e com isso registra sete pregões consecutivos de
queda.
Os futuros de trigo dão
sequência ao movimento de alta iniciado ontem, ainda reagindo às
condições das lavouras de trigo de inverno nos EUA.
O mercado ainda
parece incerto sobre os efeitos das últimas chuvas e aparenta
cautela. Na próxima segunda-feira saberemos se houve melhora nas
lavouras quando o USDA publicar o relatório de acompanhamento.
Na
sessão de hoje o trigo teve valorização de 0,48%, mas essa alta
não foi suficiente para puxar o futuro de milho na carona, que
encerrou o dia com queda de -0,54%.
No Brasil os contratos
futuros de milho tiveram fechamentos mistos, o contrato novembro
encerrou com queda de -0,14% cotado a R$73,15 por saca, enquanto o
contrato janeiro teve uma leve alta de +0,04% e encerrou cotado a
R$77/saca.
Corretores de São Paulo comentam que compradores que
dependem apenas do mercado local, estão encontrando dificuldades
para se abastecerem. Com o mercado mais firme, compradores posicionam
ordens de compra, mas não encontram contrapartida nos preços
atuais.
Relatos de vendedores apenas na casa dos R$80/saca na região
de Campinas.