Chuva e vento devem reduzir produtividade do arroz
Produtores estão animados com o rendimento obtido, pois os preços do grão se mantêm elevados
Orizicultores gaúchos estão perto de concluir a colheita
A colheita de arroz no Rio Grande do Sul prosseguiu durante as pequenas janelas temporais com melhores condições climáticas na semana passada e se aproxima da conclusão, de acordo com levantamento da Emater-RS/Ascar divulgado na quinta-feira.
A área cultivada no Estado está estimada em 900.203 hectares, conforme o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA). A produtividade da cultura estava inicialmente estimada em 8.325 quilos por hectare, mas deverá sofrer redução após o levantamento das perdas que está sendo realizado.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, da área total cultivada na região, estimada em 359.115 hectares, restam cerca de 9 mil hectares a serem colhidos, incluindo algumas áreas com possíveis perdas totais. Em São Borja, os produtores se esforçam para realizar a colheita em áreas com risco de novo alagamento em razão da elevação do nível do Rio Uruguai.
A colheita foi concluída em Maçambará e a produtividade média é de 7.523 quilos por hectare, apresentando bons rendimentos até meados de abril. Contudo, em função das chuvas constantes e dos ventos fortes, houve queda expressiva de 20% a 30% na produtividade.
Em Quaraí, a colheita foi concluída, e as produtividades estão ligeiramente abaixo das expectativas iniciais. Há relatos de perda de qualidade dos grãos em partes das lavouras afetadas que sofreram acamamento e atrasos na colheita, causados pelas dificuldades de acesso. Os produtores estão animados com a produtividade obtida, pois os preços do arroz se mantêm elevados, mesmo durante o período de colheita.
Na de Pelotas, a colheita está praticamente concluída, chegando a 97% das lavouras. A operação foi inviabilizada no período pela impossibilidade de trilha. As áreas ainda a serem colhidas estão localizadas em Arroio Grande, Canguçu, Rio Grande e Santa Vitória do Palmar.