A semana começou com trajetória positiva para as cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), com o contrato para entrega em novembro avançando 11 pontos e cotado a US$ 13,14 por bushel na manhã desta segunda-feira, de acordo com relatório de mercado divulgado pela Granoeste Corretora. O movimento consolida uma sequência de recuperação para a oleaginosa, que acumulou ganhos de pouco mais de 0,5% na semana anterior, dividida entre oscilações de curto prazo e ajustes de posições.
O cenário internacional permanece sob monitoramento direto de duas variáveis determinantes: o avanço da colheita nos Estados Unidos — que estava em 6% da área na semana passada e deve acelerar com o tempo firme — e a reunião entre os presidentes norte-americano e chinês marcada para os próximos dias, onde as compras de produtos agrícolas despontam como pauta central. Levantamento da Reuters aponta que, de janeiro a agosto, a China importou 10,7 milhões de toneladas dos EUA (queda de 34% no comparativo anual) e 55,1 milhões de toneladas do Brasil (alta de 5%). A expectativa de novos acordos já estimula os importadores chineses, que contrataram mais da metade das 25 milhões de toneladas acordadas com os Estados Unidos para o ciclo 2026/27.
MS lança safra de soja com projeção de 15,3 milhões de t
Plantio da soja atinge 1,15% em MT e supera safra anterior
Ritmo de campo e disputa industrial no mercado brasileiro
Nas lavouras brasileiras, os trabalhos de semeadura ganham tração inicial, embora apresentem ligeiro atraso frente às médias históricas. De acordo com a consultoria Safras Mercado, o plantio da safra 2026/27 cobriu 0,8% da área nacional estimada, ante 1,2% observado no mesmo intervalo do ano anterior e na média plurianual. Em Mato Grosso, principal polo produtor, o Imea registra semeadura em 1,15%, ritmo superior aos 0,55% de 2025. No radar meteorológico, projeções de longo prazo revisadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) trouxeram alívio ao indicar melhora no padrão pluviométrico para novembro e dezembro sobre o Centro-Oeste.
No front comercial doméstico, a análise da Granoeste Corretora ressalta a força das cotações físicas, que operam descoladas de eventuais correções externas:
Pressão compradora interna: A aproximação da entressafra aumentou a urgência de esmagadoras e indústrias de ração, que elevam as pedidas de compra acima da paridade de exportação para fixar matéria-prima;
Prêmios portuários: Mantêm patamares sustentados nos terminais marítimos, com o spot indicado entre +150 e +165 cents/bushel, novembro oscilando entre +155 e +170, e dezembro posicionado de +145 a +160;
Balcão paranaense: As indicações de compra no oeste do Paraná situam-se entre R$ 152,00 e R$ 155,00 por saca, enquanto no Porto de Paranaguá giram de R$ 161,00 a R$ 164,00 por saca, com variações atreladas aos prazos de liquidação financeira e janelas logísticas de carregamento.
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