Temos mais uma semana de bons negócios para pecuária bovina de corte, olhando a frente ou no retrovisor, há uma estabilidade com viés de alta. Parte disso vem do equilíbrio entre oferta e demanda, com a indústria buscando uma média nas escalas em torno de sete dias e o pecuarista que tem conseguido administrar o cenário de disposição de animais para o abate.Estamos na segunda quinzena de setembro e, sem dúvidas, temos visto movimentos importantes em relação a mudança de ciclo, retenção de fêmeas, valorização de bezerros (a expectativa é de que o auge do bezerro seja em 2027), valorização em todas as categorias, o que tem alterado a relação de troca do boi gordo, com boi magro e bezerro.Em dados consolidados divulgados na semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, fica claro a aceleração nos embarques de carne bovina no 2º trimestre de 2026, com uma demanda maior por animais abatidos e uma expressiva participação de fêmeas. Foram 10,72 milhões de cabeças, alta de 1,3% com 49% de fêmeas no gancho.Evidentemente, a concentração de abates e produção de carne bovina no primeiro semestre era esperado desde o ano passado, com a cota da China e interesse da indústria em concentrar nos seis primeiros meses do ano, que conta, naturalmente, com oferta maior de animais para abate e preços menores, se comparado a segunda parte do ano.Ainda dentro do aspecto produção de carne bovina, de acordo com o Ministério da Agricultura, a queda em 2027 será de 3,6%, estimando uma produção de 11,41 milhões de toneladas. Em 2026 também há queda prevista, com recuo de 0,8%, para 11,84 milhões de toneladas.Para encerrar, as cotações já são mais fortes na maior parte das praças produtores do País, com destaque para o Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. No norte do país também há muita expressão de elevação nos preços da arroba. Também, é preciso observar que a fluência na demanda doméstica de carne bovina, por parte do consumidor brasileiro, o que traz o cenário de equilíbrio.
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