Com a autorização para o início dos trabalhos de campo em Mato Grosso, os agricultores aceleram as etapas prévias para assegurar o estabelecimento uniforme da safra 2026/27. Antes de abastecer os depósitos das semeadoras, o manejo exige rigor na conferência dos atributos fisiológicos dos lotes adquiridos, uma vez que falhas na emergência reduzem a densidade populacional e comprometem o potencial produtivo das lavouras.
Para mitigar esses riscos, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) intensifica as ações do programa Semente Forte. O protocolo viabiliza a coleta de amostras de sementes comerciais diretamente nas propriedades, executada por responsáveis técnicos habilitados no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem). O material é remetido para laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a checagem detalhada dos índices de germinação, pureza e vigor.
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O vice-presidente da entidade, Gilson Antunes de Melo, reforça que a assertividade do ciclo começa na seleção de fornecedores idôneos e no acompanhamento analítico imediato na chegada da carga à fazenda:
"O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão há tempo no mercado, e que se certifique de que essa semente adquirida esteja com germinação boa e vigor excelente para chegar com alto padrão e germinar bem na lavoura. Na hora que a semente chega, o ideal é chamar o supervisor da Aprosoja MT para coletar esse material. Se houver dúvidas, envie para o laboratório antes de plantar."
Armazenamento, câmara fria e velocidade operacional
A preservação da qualidade fisiológica da semente exige cuidados contínuos até o instante da distribuição nos sulcos. No município de Jaciara, o produtor Alberto Chiapinotto adota estruturas de câmara fria para estocagem temporária e conduz testes simultâneos em canteiros de emergência para validar o vigor antes da operação mecanizada.
A prevenção contra o replantio é apontada como estratégica para proteger a viabilidade econômica do ano agrícola:
Proteção do calendário: A necessidade de ressemeadura atrasa o ciclo vegetativo da soja e compromete diretamente a janela ideal de cultivo do milho safrinha e do algodão segunda safra;
Custo financeiro: O retrabalho eleva o consumo de diesel, mão de obra, defensivos para tratamento industrial e dobra o custo do insumo genético;
Calibragem da semeadura: Além da umidade hídrica no perfil do solo, os operadores devem respeitar os limites de velocidade das plantadeiras para garantir profundidade constante e evitar espaçamentos falhos ou sementes duplas.
Ao aliar a comprovação laboratorial do vigor com o ajuste mecânico dos discos e condutores, o sojicultor assegura uma emergência uniforme e arranca o novo ciclo com blindagem contra quebras operacionais precoces.
