A colheita do algodão referente à safra 2025/26 foi oficialmente encerrada nesta sexta-feira (11) em Mato Grosso, atingindo 100% da área estimada, conforme levantamento divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A evolução semanal foi de 2,70 pontos percentuais, garantindo um ritmo operacional 0,50 ponto percentual acima da média histórica dos últimos cinco anos.
As operações de campo foram abertas em 19 de junho e se estenderam por quase três meses sob condições meteorológicas predominantemente favoráveis. A analista de algodão do Imea, Cintia Teixeira, enfatiza que a estabilidade do tempo sustentou tanto o enchimento dos capulhos quanto a velocidade de trânsito do maquinário nas lavouras:
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"De modo geral, tivemos condições climáticas favoráveis durante o ciclo, o que contribuiu para o bom desenvolvimento do algodão e para o andamento da colheita. A colheita foi encerrada em condições favoráveis, com o estado alcançando 100% da área estimada. O ritmo também ficou acima da média dos últimos cinco anos, mostrando um bom andamento das operações."
Com o término das atividades de arranquio, o instituto concentra esforços na consolidação dos dados finais de produtividade e qualidade da fibra. Até a abertura de setembro, as projeções estatísticas apontavam para um volume de 6,67 milhões de toneladas de algodão em caroço no estado.
Liderança global de exportações no ciclo 2026/27
O encerramento da colheita desloca o foco para as unidades de descaroçamento e para a dinâmica comercial portuária. A pluma processada abastece o novo ciclo de exportações 2026/27, inaugurado em agosto, no qual o Brasil despachou 106,35 mil toneladas ao exterior — salto de 37,28% frente a agosto de 2025. O parque produtor mato-grossense foi responsável direto por 58,32% desse volume inicial embarcado.
Mato Grosso consolida o protagonismo do Brasil na liderança global das exportações de pluma, posto sustentado desde a temporada 2022/23. De acordo com projeções alinhadas ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os embarques brasileiros no ciclo 2026/27 devem superar os dos Estados Unidos em 24,39%.
Para o período comercial que se desenrola, o Imea projeta que Mato Grosso embarque 2,09 milhões de toneladas de pluma, garantindo o abastecimento das principais indústrias têxteis internacionais.
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