Com foco na vigilância sanitária preventiva e na proteção do patrimônio pecuário goiano, o Fundo Emergencial para Sanidade Animal de Goiás (Fundepec-GO) esteve reunido nesta semana com o Conselho Estadual de Combate à Brucelose e à Tuberculose Animal. O encontro, realizado na sede da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária do Mapa em Goiânia, avaliou as diretrizes do Informe Anual 2026 do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), apresentado por Angelita Dias Galindo, técnica do órgão federal.
A reunião de trabalho mobilizou lideranças de 14 instituições públicas e privadas do agronegócio. Representando o setor produtivo, a diretoria do Fundepec-GO — liderada pelo presidente Alfredo Luiz Correia, acompanhado pelo diretor técnico Antônio Flávio Camilo de Lima e pelo diretor executivo Uacir Bernardes — pontuou medidas emergenciais para consolidar o status de biossegurança no estado.
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Demanda por reforço técnico e contingente de campo
Pioneiro na definição do seu plano de ação estadual, Goiás busca acelerar iniciativas no combate a essas duas zoonoses. Entre as principais demandas levadas pelo Fundepec-GO ao Conselho está a necessidade imediata de reforçar os contingentes de médicos-veterinários e auxiliares devidamente credenciados e capacitados para as rotinas de vacinação, coleta diagnóstica e vigilância ativa nas propriedades rurais.
Para a entidade, a capacitação constante das equipes técnicas é o pilar que garante velocidade nas notificações e confiabilidade no rastreio sanitário da cadeia da carne e do leite.
Impactos zoossanitários e riscos à saúde pública
A brucelose e a tuberculose bovina são enfermidades crônicas que causam expressivos prejuízos econômicos e demandam controle rigoroso:
Tuberculose bovina (Mycobacterium bovis): afeta bovinos e bubalinos por meio da formação progressiva de lesões nodulares (tubérculos) em órgãos e tecidos. A evolução crônica pode provocar inapetência, tosse, dispneia e emagrecimento progressivo dos animais, impactando a produtividade do rebanho;
Brucelose bovina: zoonose de alto impacto na saúde pública, transmitida principalmente pelo consumo de leite cru, derivados lácteos sem tratamento térmico adequado ou pelo contato com carnes e tecidos linfáticos contaminados;
Conexão com a saúde pública: o controle veterinário dessas patologias nos plantéis é determinante para barrar a transmissão zoonótica, assegurando a entrega de alimentos inspecionados e blindando o acesso da proteína animal goiana aos mercados mais exigentes.
