Os trabalhos de colheita do milho segunda safra 2025/2026 entraram na reta final absoluta em Mato Grosso do Sul, atingindo 99,8% da área total, o que corresponde a cerca de 2,2 milhões de hectares colhidos. Segundo dados consolidados pelo Projeto SIGA-MS, executado pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) com recursos do Fundems e da Semadesc, as regiões Norte e Centro concluíram 100% dos talhões, restando apenas frações da região Sul, que opera com 99,7% da área finalizada.
O encerramento total das operações abrange 32 municípios das regiões Norte e Centro, entre eles polos agrícolas como Chapadão do Sul, Costa Rica, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia, Rio Brilhante, Campo Grande, Maracaju, Camapuã e Três Lagoas.
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O analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, explica que as precipitações recentes ditaram o ritmo de fechamento dos trabalhos.
“Apesar de a operação estar encerrada na maior parte do Estado, algumas áreas pontuais da região Sul ainda estavam em fase final de colheita. Durante a semana analisada, foram registrados volumes de chuva entre 10 e 140 milímetros em diferentes regiões, o que contribuiu para a manutenção da umidade do solo para o início da semeadura da soja, mas também provocaram atrasos pontuais na retirada do milho”, aponta Lucas Santana.
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A liberação das áreas e a reposição de água no solo aceleraram a largada da safra de soja 2026/2027. Até o dia 25 de setembro, o plantio cobriu 5,1% da área prevista, totalizando aproximadamente 248,6 mil hectares. O desempenho atual posiciona os trabalhos 4,2 pontos percentuais à frente do índice registrado em igual período da safra 2025/2026.
A distribuição regional da semeadura é liderada pelo Sul do estado, que já implantou 6,2% das lavouras, seguido de perto pela faixa Central, com 5,9%. No Norte, a operação caminha abaixo de 1%, com trabalhos restritos a pivôs de irrigação em virtude do padrão irregular de precipitações.
Para o ciclo 2026/2027, as projeções da Aprosoja/MS indicam uma área total de 4,874 milhões de hectares destinados à oleaginosa, expansão de 5,5% frente ao período anterior. A produtividade média estadual foi estimada em 52,4 sacas por hectare, resultando em uma safra projetada em 15,331 milhões de toneladas.
O boletim reforça que a evolução da semeadura permanece atrelada ao monitoramento contínuo das previsões meteorológicas, orientando o produtor rural a calibrar as operações conforme a capacidade de retenção hídrica de cada microbacia.
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