A transição de safras ganha ritmo acelerado nas lavouras de Mato Grosso do Sul. O levantamento do Projeto SIGA-MS, operacionalizado pela Aprosoja/MS com suporte financeiro do Fundems e Semadesc, aponta que a colheita do milho segunda safra 2025/2026 atingiu 99,5% da área monitorada até o dia 18 de setembro, consolidando a retirada dos grãos em cerca de 2,194 milhões de hectares.
O recolhimento do cereal foi totalmente concluído na região Norte do estado. Na região Centro, os trabalhos de campo alcançam 99,5%, enquanto a região Sul apresenta média de 99,4% de área colhida, restando apenas frações residuais de lavouras para a desocupação total do solo.
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Com a liberação física dos talhões e o retorno gradual da umidade ao perfil do solo ao longo dos últimos dias, os agricultores iniciaram a semeadura da safra de soja 2026/2027. Os trabalhos de implantação já atingiram 1,5% da área estimada, o que corresponde a cerca de 73,1 mil hectares plantados, com as máquinas concentradas preferencialmente nos eixos Centro e Sul do território sul-mato-grossense.
O analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, explica a dinâmica desse arranque inicial: "O plantio alcançou 1,5% da área acompanhada pelo Projeto SIGA-MS, equivalente a aproximadamente 73,1 mil hectares. O avanço, entretanto, ocorre de forma diferente entre as regiões. Com o avanço das chuvas, a tendência é de ampliação das áreas semeadas nas próximas semanas, mas a tomada de decisão deve considerar as condições específicas de cada propriedade."
A série histórica do SIGA-MS indica que o pico operacional da oleaginosa no estado concentra-se tradicionalmente a partir de meados do próximo mês. Nos últimos cinco ciclos agrícolas, aproximadamente 83% de toda a área foi semeada na janela compreendida entre 17 de outubro e 14 de novembro.
Para a temporada 2026/2027, as projeções iniciais sinalizam um crescimento de 5,5% na área cultivada, estimada em 4,874 milhões de hectares. Com produtividade média projetada em 52,4 sacas por hectare, o estado estima colher um volume global de 15,331 milhões de toneladas de soja. Diante de precipitações ainda variáveis, o corpo técnico da entidade recomenda cautela e monitoramento rigoroso da umidade do solo para evitar perdas no estande inicial e custos adicionais com replantio.
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