Mais Saúde no Campo alcança 1,3 milhão de paranaenses e reforça cuidado no meio rural
Projeto do Governo do Estado avança com ações em água, saneamento e saúde do trabalhador no campo
Por: Franciele Galo
O projeto “Mais Saúde no Campo”, desenvolvido pelo Governo do Paraná por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), já impacta cerca de 1,3 milhão de pessoas que vivem na zona rural. A iniciativa tem como foco fortalecer a atenção primária, melhorar as condições sanitárias e ampliar a proteção à saúde do trabalhador rural.
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O programa começou com projeto-piloto na macrorregião Norte, envolvendo Londrina e Apucarana, e agora segue para outras regiões do Estado. De acordo com Ivana Lúcia Belmonte, coordenadora da Vigilância Ambientada da Sesa, um dos principais desafios identificados é a qualidade da água consumida nas áreas rurais. “Temos hoje em torno de 50% ainda de insegurança hídrica. Isso significa que nem toda água consumida no meio rural passa pelo tratamento necessário. A intenção é fortalecer o monitoramento nestas áreas para garantir a mesma qualidade da água consumida na região urbana”, afirma Ivana.
Para isso, o Estado oferece suporte técnico e utiliza a Rede de Laboratórios Estaduais para monitorar a potabilidade da água consumida no campo. Através do sistema Vigiagua e da alimentação do Sisagua, o programa garante um acompanhamento contínuo dos padrões de saúde. Na área de saneamento, o foco está na implantação de sistemas descentralizados de tratamento de esgoto. Soluções mais viáveis para propriedades e comunidades dispersas, com custo menor e adaptação à realidade do campo.
Outro eixo importante do projeto é o monitoramento de populações expostas a defensivos agrícolas, seguindo o Plano Estadual 2024–2027. A estratégia inclui a capacitação de equipes da atenção básica para diagnóstico e tratamento de intoxicações, além de busca ativa e classificação de risco. A vigilância epidemiológica complementa o trabalho, analisando dados de doenças e resíduos encontrados em alimentos e na água.
O balanço apresentado pelo Estado também destaca a atuação integrada entre diferentes áreas do governo e entidades ligadas ao setor produtivo rural. Saúde, Agricultura, Meio Ambiente e Obras trabalham de forma conjunta e contam com a colaboração direta do IDR-Paraná, Ocepar, FETAEP e FAEP, que fornecem suporte técnico, logística e acesso capilarizado às comunidades. A proposta é otimizar estruturas já existentes, sem criar novos órgãos, tornando a execução mais prática para os municípios.
Na avaliação da Sesa, o “Mais Saúde no Campo” representa um avanço na redução das desigualdades entre cidade e campo. “A intenção é levar a saúde ao alcance da população que realmente precisa. Isso se faz com aumento na disponibilidade de leitos, construção de hospitais para reduzir a fila de espera e melhorar o atendimento das famílias”, afirma Ivana.
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Texto publicado originalmente em Notícias
O programa começou com projeto-piloto na macrorregião Norte, envolvendo Londrina e Apucarana, e agora segue para outras regiões do Estado. De acordo com Ivana Lúcia Belmonte, coordenadora da Vigilância Ambientada da Sesa, um dos principais desafios identificados é a qualidade da água consumida nas áreas rurais. “Temos hoje em torno de 50% ainda de insegurança hídrica. Isso significa que nem toda água consumida no meio rural passa pelo tratamento necessário. A intenção é fortalecer o monitoramento nestas áreas para garantir a mesma qualidade da água consumida na região urbana”, afirma Ivana.
Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN
Para isso, o Estado oferece suporte técnico e utiliza a Rede de Laboratórios Estaduais para monitorar a potabilidade da água consumida no campo. Através do sistema Vigiagua e da alimentação do Sisagua, o programa garante um acompanhamento contínuo dos padrões de saúde. Na área de saneamento, o foco está na implantação de sistemas descentralizados de tratamento de esgoto. Soluções mais viáveis para propriedades e comunidades dispersas, com custo menor e adaptação à realidade do campo.
Outro eixo importante do projeto é o monitoramento de populações expostas a defensivos agrícolas, seguindo o Plano Estadual 2024–2027. A estratégia inclui a capacitação de equipes da atenção básica para diagnóstico e tratamento de intoxicações, além de busca ativa e classificação de risco. A vigilância epidemiológica complementa o trabalho, analisando dados de doenças e resíduos encontrados em alimentos e na água.
O balanço apresentado pelo Estado também destaca a atuação integrada entre diferentes áreas do governo e entidades ligadas ao setor produtivo rural. Saúde, Agricultura, Meio Ambiente e Obras trabalham de forma conjunta e contam com a colaboração direta do IDR-Paraná, Ocepar, FETAEP e FAEP, que fornecem suporte técnico, logística e acesso capilarizado às comunidades. A proposta é otimizar estruturas já existentes, sem criar novos órgãos, tornando a execução mais prática para os municípios.
Na avaliação da Sesa, o “Mais Saúde no Campo” representa um avanço na redução das desigualdades entre cidade e campo. “A intenção é levar a saúde ao alcance da população que realmente precisa. Isso se faz com aumento na disponibilidade de leitos, construção de hospitais para reduzir a fila de espera e melhorar o atendimento das famílias”, afirma Ivana.
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