O mercado de reposição pecuária em Santa Catarina fechou o primeiro semestre de 2026 em forte ritmo de recuperação. Dados do levantamento realizado pelo Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com suporte do Sistema Faesc/Senar, mostram que os preços dos terneiros de desmama fecharam a temporada com valorização média de 19% superior à registrada no mesmo período de 2025. O desempenho marca o segundo ano seguido de elevação das cotações, deixando para trás o ciclo de retração observado entre 2022 e 2024.
Ao longo dos primeiros seis meses do ano, foram contabilizados 85 leilões de desmama no Estado, volume próximo à média histórica dos últimos anos. As regiões Oeste e Planalto lideraram as movimentações, somando 27 eventos cada.
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O ápice das vendas ocorreu entre os meses de março e maio, consolidando o mês de abril como o período de maior concentração de ofertantes e compradores nos recintos catarinenses.
Comportamento das cotações e forças de mercado
Os valores pagos pela categoria mantiveram uma curva de crescimento linear do início do ano até abril:
Machos: Encerraram a temporada com preço médio de R$ 16,01 por quilo de peso vivo;
Fêmeas: Alcançaram a média de R$ 15,47 por quilo de peso vivo.
A sustentação do ágio dos machos sobre as fêmeas reflete a busca aquecida por lotes destinados à recria e engorda intensiva. Contudo, analistas do GMG apontam que, caso a retenção de matrizes se intensifique para recomposição dos plantéis, a demanda por fêmeas poderá abrir espaço para novas altas nos preços de reposição durante o ciclo de 2027.
O estudo ressalta ainda que fatores globais — como volatilidade nas tarifas comerciais, cotações de insumos e sobressaltos sanitários em grandes players do mercado internacional — exigem atenção redobrada do setor quanto aos custos de produção.
Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, o avanço nos preços da desmama comprova a maturidade da pecuária catarinense e reforça a importância dos investimentos contínuos em qualidade genética, sanidade animal e gestão de porteira para garantir a competitividade do produtor rural.
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