A sessão matutina desta quinta-feira (3) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) é marcada por desvalorizações simultâneas nos mercados futuros de soja e milho, segundo boletim divulgado pela Granoeste Corretora. O movimento dá sequência aos ajustes observados na sessão anterior e decorre essencialmente de realizações de lucros e vendas técnicas promovidas por fundos e investidores, após as recentes arrancadas de preço registradas nos dois grãos.
Na soja, o vencimento novembro/26 alcançou o intervalo do pregão registrando baixa de 12 centavos de dólar, cotado a US$ 12,98 por bushel, estendendo as perdas de 5 a 7 pontos verificadas na véspera. O recuo ocorre após a oleaginosa saltar 11% ao longo de agosto, impulsionada pela deterioração das lavouras norte-americanas, pela postura compradora da China nos Estados Unidos, pelo clima sul-americano e pela tensão no Mar Negro e no Oriente Médio. De acordo com a Granoeste Corretora, os fundamentos estruturais seguem firmes, respaldados inclusive pelo anúncio feito pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) da venda externa de 1,95 milhão de toneladas no início do ano comercial 2026/27.
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O milho acompanha a mesma toada corretiva e recua na faixa de 12 pontos na CBOT — uma queda superior a 2% —, negociado a US$ 5,31 por bushel no contrato para dezembro/26, após ceder 2 pontos ontem. O movimento de pressão é alimentado pela redução pontual na moagem semanal para etanol nos Estados Unidos, ainda que os embarques semanais norte-americanos tenham somado 1,99 milhão de toneladas, superando as estimativas do mercado. Na B3, as cotações também cederam: setembro/26 opera a R$ 72,15 (ante fechamento de R$ 72,59) e novembro/26 a R$ 78,10 (frente aos R$ 78,64 da véspera).
Entressafra e postura firme do produtor sustentam o mercado no Brasil
Enquanto as bolsas internacionais corrigem os excessos, o mercado físico brasileiro segue respaldado pela postura defensiva dos agricultores. Nas praças de comercialização, a ponta vendedora mantém ofertas bastante comedidas, convicta de que a escassez de produto no pico da entressafra sustentará ganhos adicionais no curto prazo.
No complexo da soja, os prêmios de exportação nos portos mantêm suporte, oscilando entre +145 e +160 centavos no spot, +150 e +165 para novembro e +145 e +155 para dezembro. No oeste do Paraná, a saca é indicada entre R$ 150,00 e R$ 152,00, enquanto no Porto de Paranaguá os valores transitam entre R$ 160,00 e R$ 162,00.
No mercado de milho, as indicações de compra no oeste paranaense situam-se na faixa de R$ 61,00 a R$ 63,00 por saca, alcançando entre R$ 71,00 e R$ 73,00 em Paranaguá, a depender da logística e das condições de pagamento. No front cambial, a moeda norte-americana opera em leve baixa a R$ 5,09, após recuar 1% na sessão anterior, quando encerrou a R$ 5,106. No radar das lavouras, a atenção dos analistas migra de forma definitiva para o padrão de chuvas no Brasil, elemento que definirá o ritmo do plantio da safra de verão.
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