Estudo estima 1,6 mil mortes de animais por ano em rodovia de Curitiba
Pesquisa da Universidade Federal do Paraná identificou pontos críticos de atropelamento no entorno do Parque Tingui e aponta anfíbios como as principais vítimas
Por: Redação RuralNews
Em Curitiba, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) analisaram um trecho de 5,1 quilômetros no entorno do Parque Tingui. A equipe estima que mais de 1,6 mil animais morrem por atropelamento nesse local a cada ano.
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O levantamento integra o projeto de extensão Olha o Bicho, ligado ao Laboratório de Biodiversidade, Conservação e Ecologia de Animais Silvestres. Entre março de 2023 e fevereiro de 2025, os pesquisadores realizaram 44 expedições de campo. Ao todo, registraram 235 carcaças.
Durante cada saída, observadores percorreram os dois lados da via. Eles anotaram data, horário, localização e grupo taxonômico dos animais. Além disso, fotografaram os exemplares e o entorno. Posteriormente, especialistas confirmaram espécies quando houve dúvida.
Com esses dados, a equipe identificou padrões espaciais usando o software Siriema. Assim, constatou que os atropelamentos não ocorrem de forma aleatória. Pelo contrário, concentram-se em áreas próximas a corpos d’água, trechos com maior fluxo de veículos e segmentos com inclinação acentuada.
Além disso, o estudo mostrou que as carcaças permanecem, em média, 9,05 dias na pista. Esse dado ajuda a estimar com mais precisão a taxa real de mortalidade.
Os anfíbios representaram 38% das ocorrências. Em seguida, apareceram mamíferos (29%), aves (22%) e répteis (11%). Sapos do gênero Rhinella, conhecidos como sapos-cururu, foram os mais atingidos. Como são pequenos e realizam deslocamentos sazonais para reprodução, tornam-se mais vulneráveis.
Entre as espécies registradas também estão gambá-de-orelha-preta, tatu-galinha, coruja-buraqueira, teiú e jararaca.
Diante desse cenário, os pesquisadores defendem medidas práticas. Entre elas estão passagens aéreas e subterrâneas para fauna, cercamentos direcionadores, redutores de velocidade e sinalização específica.
Atualmente, o projeto também monitora outro trecho de 5,9 quilômetros na estrada de acesso ao Zoológico Municipal de Curitiba. Além do trabalho em campo, a equipe incentiva a população a informar ocorrências por redes sociais e WhatsApp.
Segundo os coordenadores, a combinação entre ciência e participação comunitária pode reduzir os impactos sobre a fauna urbana.
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Texto publicado originalmente em Destaques
O levantamento integra o projeto de extensão Olha o Bicho, ligado ao Laboratório de Biodiversidade, Conservação e Ecologia de Animais Silvestres. Entre março de 2023 e fevereiro de 2025, os pesquisadores realizaram 44 expedições de campo. Ao todo, registraram 235 carcaças.
Anfíbios, como o sapo cururu, estão entre os mais vulneráveis a acidentes em estradas. Foto: Vinícius Souza
Durante cada saída, observadores percorreram os dois lados da via. Eles anotaram data, horário, localização e grupo taxonômico dos animais. Além disso, fotografaram os exemplares e o entorno. Posteriormente, especialistas confirmaram espécies quando houve dúvida.
Com esses dados, a equipe identificou padrões espaciais usando o software Siriema. Assim, constatou que os atropelamentos não ocorrem de forma aleatória. Pelo contrário, concentram-se em áreas próximas a corpos d’água, trechos com maior fluxo de veículos e segmentos com inclinação acentuada.
Além disso, o estudo mostrou que as carcaças permanecem, em média, 9,05 dias na pista. Esse dado ajuda a estimar com mais precisão a taxa real de mortalidade.
Anfíbios lideram registros
Os anfíbios representaram 38% das ocorrências. Em seguida, apareceram mamíferos (29%), aves (22%) e répteis (11%). Sapos do gênero Rhinella, conhecidos como sapos-cururu, foram os mais atingidos. Como são pequenos e realizam deslocamentos sazonais para reprodução, tornam-se mais vulneráveis.
Entre as espécies registradas também estão gambá-de-orelha-preta, tatu-galinha, coruja-buraqueira, teiú e jararaca.
Diante desse cenário, os pesquisadores defendem medidas práticas. Entre elas estão passagens aéreas e subterrâneas para fauna, cercamentos direcionadores, redutores de velocidade e sinalização específica.
Atualmente, o projeto também monitora outro trecho de 5,9 quilômetros na estrada de acesso ao Zoológico Municipal de Curitiba. Além do trabalho em campo, a equipe incentiva a população a informar ocorrências por redes sociais e WhatsApp.
Segundo os coordenadores, a combinação entre ciência e participação comunitária pode reduzir os impactos sobre a fauna urbana.
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Estudo - Mortes de animais - Rodovia Curitiba
- Universidade Federal do Paraná
Texto publicado originalmente em Destaques
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