Acordo UE-Mercosul traz avanço pontual à suinocultura
Suinocultura brasileira pode avançar com o acordo UE-Mercosul, mas cota limitada deve restringir impacto imediato sobre as exportações
Cota limitada para carne suína deve restringir efeitos imediatos sobre os embarques brasileiros. Foto: Canva
A suinocultura brasileira pode ganhar um novo espaço no comércio internacional com o avanço do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Ainda assim, segundo o Cepea, o impacto direto sobre as exportações do setor tende a ser restrito no curto prazo.
De acordo com o Centro de Pesquisas, a principal limitação está no volume previsto. A cota destinada à carne suína brasileira é pequena quando comparada ao total já exportado pelo país, o que reduz o potencial de expansão imediata dos embarques ao bloco europeu.
Se aprovado, o acordo estabelece uma cota anual de 25 mil toneladas de carne suína, incluindo produtos in natura e industrializados, com tarifa reduzida de € 83 por tonelada. O volume representa um avanço institucional, mas não altera de forma significativa a dinâmica atual do setor.
Além disso, as exportações que ultrapassarem esse limite continuam sujeitas às tarifas regulares da União Europeia. Essas alíquotas permanecem elevadas e podem inviabilizar o envio de itens com maior valor agregado, como presuntos e cortes defumados ou secos.
Diante desse cenário, pesquisadores do Cepea avaliam que a União Europeia não deve se tornar, no curto prazo, um destino relevante para a carne suína brasileira. Por outro lado, o acordo contribui para ampliar a presença internacional do setor e reforça a estratégia de diversificação e capilaridade das exportações.
