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Processo de produção de SPC de soja da Rio Pardo ganha patente na comunidade europeia

Empresa adota metodologia única no procedimento industrial e é reconhecimenta pelo European Patent Office

Processo de produção de SPC de soja da Rio Pardo ganha patente na comunidade europeia

A principal diferença do procedimento da empresa é a unificação de etapas no processamento

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Foto do autor Redação RuralNews
24/03/2021 |

A Rio Pardo Proteína Vegetal alcançou mais um importante objetivo frente ao mercado de concentrado proteico de soja (SPC), utilizado na composição de rações. A empresa, do setor de agronegócio, recebeu uma patente do European Patent Office e passa a ter exclusividade em seu processo produtivo na União Europeia, chancelado pelo órgão como "inovador".

A principal diferença do procedimento da empresa é a unificação de etapas no processamento. "Nos processos tradicionais, funciona da seguinte maneira: em uma primeira etapa, separa-se o óleo do grão de soja. Depois disso, faz-se um aquecimento para remover os solventes do processo. Em seguida, é preciso uma segunda etapa para tirar os carboidratos solúveis, onde estão os fatores antinutricionais da soja. Nesta extração, utiliza-se álcool e, para removê-lo, se aquece novamente o grão. Em nosso processo, isso tudo é feito de uma só vez. Tira-se o óleo e os carboidratos em apenas uma única etapa e um único aquecimento", explica Leandro Baruel, gerente de exportação da Rio Pardo.

Desta forma, segundo Baruel, a qualidade do produto aumenta consideravelmente, fator também considerado pelo bureau europeu de patentes, que observou não apenas a metodologia e a prática, mas também o produto final. "Quando reduzimos o número de aquecimentos dos grãos, diminuímos a possibilidade de ocorrer o que chamamos de ‘reação de Maillard’, que é a formação de um complexo da proteína com carboidrato e açúcares. Este complexo interfere na digestibilidade do produto", comenta.

A Rio Pardo, assim, chega ao patamar de ter um dos melhores concentrados proteicos do mundo, com mais de 65% de solubilidade e 98% de digestibilidade. A média entre a concorrência é de 40% e 94%, respectivamente. O Brasil soma, hoje, 60% de todo o mercado global de produção do SPC.

Outras vantagens

Além de um produto melhor, o processo patenteado da Rio Pardo traz outras vantagens: o rendimento é melhor, é economicamente mais viável e, principalmente, traz muito mais sustentabilidade, pois reduz-se muito o consumo das energias térmica e elétrica. "No mercado de criação de animais há uma pressão muito forte neste sentido. Da matéria-prima ao produto para os clientes, é preciso ser o mais sustentável possível", completa Baruel.

Novas patentes

Após a ratificação da comunidade europeia, a Rio Pardo também já entrou com pedidos de patente no Brasil, nos Estados Unidos, no Canadá, Japão e Chile. "Em um primeiro momento, estas chancelas nos geram ainda mais credibilidade frente ao mercado. É um impacto comercial positivo. Uma coisa é a Rio Pardo falar que o produto é diferenciado, outra coisa são os órgãos competentes ratificarem esta informação e validarem nossa diferença. Em um segundo momento, isso nos traz proteção. Temos um plano de expansão agressivo para os próximos anos e termos este respaldo nos principais mercados traz mais segurança para desenvolvermos nosso negócio em uma base sólida", conclui Osvaldo Neves de Aguiar, diretor da empresa.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Rio Padro # produção de SPC