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Famato avalia fim da Moratória da Soja como avanço jurídico

Entidade destaca segurança jurídica, respeito ao Código Florestal e alerta para tentativas de restrições disfarçadas no mercado

Famato avalia fim da Moratória da Soja como avanço jurídico

Famato avalia saída das tradings da Moratória da Soja como avanço jurídico, reforça o Código Florestal e alerta contra restrições comerciais disfarçadas. Foto: Famato / Divulgação

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Foto do autor Redação RuralNews
06/01/2026 |

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) recebe com serenidade e senso de justiça a decisão das grandes tradings agrícolas de formalizarem sua saída do pacto privado conhecido como Moratória da Soja.

Para a entidade, o movimento representa mais do que um ajuste de mercado. Trata-se, sobretudo, da restauração da ordem jurídica no campo. No Brasil, a produção agropecuária deve seguir exclusivamente o Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012), uma das legislações ambientais mais rigorosas e completas do mundo.

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Respeito à legislação brasileira

A Famato avalia o desfecho como uma validação da postura firme adotada por Mato Grosso. A entidade reforça que acordos privados não podem legislar sobre o território nacional nem se sobrepor às leis brasileiras.

Nesse sentido, a federação reconhece a atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, do Governo do Estado, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), que contribuíram para assegurar a legalidade e a livre iniciativa no setor agropecuário.

Incentivos fiscais e direitos do produtor

A lei estadual que retira incentivos fiscais de empresas que boicotam produtores legais mostrou-se necessária e eficaz. Para a Famato, o incentivo fiscal deve atuar como ferramenta de desenvolvimento econômico, e não como mecanismo de financiamento de agendas que ferem os direitos de quem produz dentro da lei.

Além disso, a entidade reforça que não há hierarquia entre monitoramento privado e fiscalização pública. Se o produtor possui licença ambiental, respeita a reserva legal e conta com autorização dos órgãos competentes, não pode sofrer sanções comerciais.

Vigilância permanente do setor

Apesar do avanço, a Famato mantém o estado de atenção. A saída formal da Moratória representa um passo importante, mas não encerra o debate. A federação não aceitará o retorno de restrições disfarçadas sob a forma de “políticas internas de compliance” ou barreiras comerciais indiretas.

A transparência deve orientar as relações comerciais a partir de agora. Para a Famato, Mato Grosso demonstra, na prática, que é possível liderar a produção mundial de alimentos com sustentabilidade, sem a imposição de tutelas externas.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Famato # Moratória da Soja
# Avanço jurídico # Segurança Jurídica # Código Florestal #
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