Projeção ao preço de referência para leite recolhido em janeiro é de R$ 2,1010/litro no RS

Cálculo apresentado pelo Conseleite é 2,59% maior que a referência consolidada de dezembro
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Publicado em 31/01/2024

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) divulgou, nesta terça-feira (30), a projeção ao preço de referência do leite captado pelas indústrias em janeiro. A estimativa, calculada pelo corpo técnico da Universidade de Passo Fundo (UPF) estimou o valor de R$ 2,1010 para o litro da matéria-prima. O indicador, que será consolidado somente em fevereiro, é 2,59% mais alto que a referência final de dezembro de 2023, que ficou em R$ 2,0479/ litro no Estado.

O novo presidente do Conseleite/RS, André Torman, empossado nesta terça-feira para o biênio 2024/2025, explica que a alta reflete o movimento de retomada do mercado internacional. E diz que, mesmo com a demanda interna enfraquecida, o preço do leite pago ao produtor gaúcho inicia uma curva ascendente após um ano difícil. “As importações do Mercosul judiaram muito do campo e da indústria em 2023, pois elevaram a oferta interna de leite”, comenta.
Indicador que será consolidado em fevereiro é 2,59% mais alto que o dezembro de 2023
Indicador que será consolidado em fevereiro é 2,59% mais alto que o dezembro de 2023


As importações do Mercosul judiaram muito do campo e da indústria em 2023, pois elevaram a oferta interna de leite.
André Torman

De acordo com boletim divulgado pelo Cepea/Esalq na última segunda-feira, a cotação do leite cru encerrou o ano passado na média de R$ 2,4680 o litro, valor 14% menor que o de 2022. No entanto, o produto fechou o último dezembro em R$ 2,0335/litro na “Média Brasil”. Apesar de a cotação ser 22,9% menor que a do último mês de 2022, ficou 1,2% acima da registrada em novembro.


“A valorização do leite cru em dez/23 se deve à oferta limitada, o que vem, inclusive, acirrando a disputa entre laticínios. O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea caiu 1,64% de novembro para dezembro. Além da questão climática, as margens espremidas dos pecuaristas explicam a menor produção de leite neste momento”, justificou o Cepea.


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