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Produção de melancia avança no RS, mas mercado gera apreensão

Mesmo com bom desenvolvimento das lavouras, produtores de melancia enfrentam desafios climáticos

Produção de melancia avança no RS, mas mercado gera apreensão

A produção de melancia cresce no Rio Grande do Sul, impulsionada por investimentos em tecnologia e clima favorável em algumas regiões. Foto: Canva

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Foto do autor Redação RuralNews
05/01/2026 |

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1), o cultivo de melancia e melão apresenta cenários distintos nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul, influenciados por condições climáticas, manejo e comportamento do mercado.

Clima favorece parte das lavouras, mas há desafios regionais

Na região administrativa de Pelotas, produtores de melancia ampliaram a área plantada após os bons preços registrados na safra anterior e intensificaram investimentos em tecnologia, com melhorias na adubação e no uso de irrigação. O plantio das cultivares Manchester e Arriba foi concluído de forma escalonada, estratégia adotada para otimizar o uso da mão de obra durante a colheita e os demais manejos. Segundo o informativo, “as chuvas das últimas semanas favoreceram a cultura”, que apresenta bom desenvolvimento e sanidade. A colheita está prevista para iniciar por volta de 10 de janeiro.

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Na região de Frederico Westphalen, a colheita de melancia e melão segue em andamento, com frutos que, conforme o levantamento, apresentam boa qualidade.

Já na região de Soledade, o excesso de chuvas tem impactado negativamente as lavouras de melancia. Embora as plantas apresentem vigor, há necessidade de intensificação do manejo fitossanitário para evitar doenças fúngicas e bacterianas. Além disso, a baixa luminosidade tem provocado falhas no pegamento dos frutos e redução do sabor e do grau Brix.

Em Rio Pardo, ocorre a colheita dos plantios mais precoces, que não são uniformes e apresentam, em parte das áreas, frutos menores, reflexo da primavera mais fria. Ainda assim, o relatório aponta que “a remuneração é satisfatória neste período”, com preços variando de R$ 1,10 a R$ 1,40 por quilo, chegando a R$ 2,00 por quilo na venda direta ao consumidor.

Os plantios intermediários, segundo a Emater/RS-Ascar, apresentam bom potencial produtivo e devem compensar o desempenho dos cultivos precoces. Em algumas áreas, essas lavouras iniciam a colheita com indicadores mais favoráveis.

Comercialização preocupa produtores

No entanto, o informativo registra ocorrência de abortamento de frutos tanto na melancia quanto no melão. Além disso, o mercado interestadual, especialmente para São Paulo, segue indefinido, com baixa demanda no momento. Esse cenário preocupa os produtores, já que o Rio Grande do Sul depende desse canal para o escoamento da produção.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Melancia # RS
# Produção de Melancia # Mercado # Lavouras # Desafios climáticos
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2026-01-22 - 2026-01-26