Preço da soja segue em queda na Bolsa de Chicago
Preços da soja nos futuros de Chicago (CBOT) segue em queda nesta manhã de terça-feira, 25/05, a U$14,61/maio, menos 4 cents. Ontem, depois de registrar bons ganhos, o mercado perdeu força e fechou com queda de 14 cents. De acordo com o analista de mercado Camilo Motter, da Corretora Granoeste de Cascavel/PR, a queda no petróleo e mau humor dos mercados financeiros pressionam as cotações. Porém, o principal fator é o bom andamento do plantio norte-americano e a previsão de clima dentro da normalidade. No fim da tarde de ontem, o USDA informou que o plantio de soja nos campos do Meio Oeste chega a 9%, ante 3% do mesmo ponto do ano passado e 4% de média histórica. Com tempo favorável, houve progresso de 5 pontos na semana. Olhando para frente, ao projetar uma safra normal, o mercado opera a posição novembro na CBOT (marco para a comercialização da safra norte-americana) com queda de quase U$ 2,00 por bushel no comparativo com a posição presente. Isto é um forte indicativo de que safras normais irão pressionar ainda mais os preços no decorrer. Ou seja, com uma demanda relativamente acomodada e sem sobressaltos, o ditame dos preços está nas mãos da oferta. De acordo com o Levantamento da Conab a colheita da safra brasileira de soja chega a 89%, ante 90,8% da mesma data do ano passado. Houve progresso de apenas 4 pontos na semana. Boletim da SECEX informa que as exportações de soja somam, nas três primeiras semanas de abril, 10,4MT. Na temporada, iniciada em fevereiro, o volume despachado para o exterior alcança 25,6MT, contra 27,0 do mesmo intervalo da estação anterior. O line-up de navios indica que o volume deste mês poderá ultrapassar a marca de 14,0MT. As projeções para este ano assinalam exportações de 94,0MT, ante 77,5MT do último ciclo.
Mercado Doméstico
No mercado doméstico, os preços seguem pressionados. Câmbio acomodado e prêmios fundos no campo negativo dão a dimensão do quadro para a transferência do preço internacional para o âmbito interno. Ainda pesa a grande oferta brasileira, as boas perspectivas para a safra dos EUA e certa acomodação da demanda. VEJA TAMBÉM: Exportações de genética avícola crescem 93,7% em março ILPF: quatro letras que transformam dentro da porteira Moagem de trigo apresenta estabilidade em 2022, segundo Abitrigo