Como o ar poluído e a incidência de queimadas prejudicam o agronegócio
As culturas estão cada vez mais expostas a condições adversas, o que gera necessidade de adaptação e uso de tecnologias específicas
A cidade de São Paulo ocupou nesta semana o topo da lista de locais com o ar mais poluído do mundo, conforme monitoramento em tempo real da empresa suíça IQAir. O ranking, que acompanha o índice de qualidade do ar em 120 metrópoles, indicou 158 pontos para a capital paulista, colocando-a na categoria “insalubre”. A situação no estado segue em níveis preocupantes, refletindo não apenas em impactos na saúde pública, mas também com potenciais danos no setor agrícola. Esse cenário não se limita ao ambiente urbano. As regiões rurais do estado de São Paulo, junto com outros polos agrícolas do Brasil, enfrentam uma combinação de fatores prejudiciais: a poluição atmosférica crescente e o aumento das queimadas. As mudanças no clima e a piora na qualidade do ar têm desafiado o agronegócio, especialmente em termos de produtividade e sustentabilidade. As culturas estão cada vez mais expostas a condições adversas, o que gera necessidade de adaptação e uso de tecnologias específicas. Além da poluição, a recorrente incidência de queimadas tem se tornado uma ameaça para o setor. Segundo dados recentes, o Brasil vive um período crítico de seca, que agrava a ocorrência de incêndios florestais e afeta diretamente a produção agrícola. As plantações, por exemplo, podem ter seu desenvolvimento comprometido pela falta de chuvas e pelo aumento da poluição, gerando perdas econômicas significativas e aumento nos preços para o consumidor final.