Grupo Petrópolis assume controle da Imcopa

Fabricante de cerveja denunciou fraude na esmagadora de soja

Publicado em 11/03/2024

O Primeiro Tribunal de Falências e Justiça Restaurativa do Paraná decidiu que a gestão da empresa Imcopa - uma das maiores processadoras de soja do Brasil - seja transferida para o Grupo Petrópolis, fabricante da cerveja Itaipava. A decisão é da juíza Mariana Gluszcynski Fowler Gusso. Cabe recurso.

Com a decisão da Justiça, a administração da empresa será assumida por Marcelo Pires e Marcelo de Sá, indicados pelo Grupo Petrópolis.
Diretores teriam desviado parte de fundo milionário da empresa
Diretores teriam desviado parte de fundo milionário da empresa

Em recuperação jurídica desde 2013, a empresa esteve sob a gestão de Fernando Lauria e Mauro Piacentini, diretores jurídicos da Imcopa, que foram incluídos em uma operação de busca e apreensão, realizada na sexta-feira (8), para apurar denúncias de lavagem de dinheiro e atividades ilegais. Ambos foram demitidos.

O Grupo Petrópolis possui controle sobre duas fábricas da empresa, com capacidade anual para esmagar 1,5 milhão de toneladas de soja, produzir 240 mil toneladas de concentrado proteico e envasar 80 mil garrafas de óleo refinado por hora.


Fraude

Há dois anos, o grupo apresentou queixa à Justiça contra os diretores jurídicos da Imcopa por suposta fraude e pagamentos indevidos feitos a Ruy del Gaiso e Renato Mazzuchelli, sócios da R2C Gestora de Investimentos. Segundo o Petrópolis, em dezembro de 2022, a administração da Imcopa conseguiu liberar R$ 10,3 milhões que haviam sido depositados judicialmente, informando que precisava de recursos para cobrir custos.

No entanto, o dinheiro seria transferido para a conta da empresa nas Ilhas Cayman e depois para outra empresa suíça, a Crown Capital, que não é afiliada à Imcopa.

“O inquérito policial comprova de uma vez por todas o que estava arquivado: os dirigentes do Incopa eram os senhores Ruy del Gaiso e Renato Mazzuchelli. e Mauro Piacentini) não têm autoridade de gestão - tomam todo e qualquer tipo de decisão, independentemente da frequência”, afirma a petição apresentada pelo Grupo Petrópolis.
A juíza rejeitou a necessidade de realização de assembleia geral de credores. Isso porque “os peticionários [do Grupo Petrópolis] detêm praticamente a totalidade dos créditos recuperáveis ​​nos termos da lei” e votarão para indicar os indicados na petição.

A Imcopa não comentou o assunto. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.



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