INÍCIO AGRICULTURA Commodities

Terça de queda generalizada em Chicago

Caíram o óleo de soja, 1,23%; farelo de soja, 0,95%; e o grão, 1,14%. Milho e trigo também
Rodrigo Trage
- Especial para Rural News
Publicado em 16/04/2024

Nesta terça-feira, 16, houve queda generalizada para as commodities na CBOT. Novamente a expectativa de taxas de juros mais altas por mais tempo impulsionaram o dólar frente seus pares no globo.

E no Brasil não foi diferente. Já é sabido que um dólar mais forte acaba pressionando as commodities pra baixo, como foi. Outra questão que ajudou a puxar o complexo da soja foi a queda do petróleo e a alta dos estoques de óleo de soja nos EUA.

Dito isso, vamos às alterações percentuais do dia: óleo de soja, -1,23%; farelo de soja, -0,95%; e o grão -1,14%. Trigo e milho fizeram um pregão mais tranquilo e fecharam em leve queda. O trigo acumulou uma depreciação de 0,36%, e o milho de 0,12%.

Brasil

Na B3 o milho contrato maio acompanhou a forte alta do dólar, mas ao longo da tarde devolveu boa parte do movimento e confirmando a força da resistência gráfica na região dos R$ 59,20. Caso o mercado consiga vencer esse ponto, pode abrir espaço para uma alta até a região dos R$ 61, onde há outra resistência importante.

O sentimento negativo também pairou sobre as bolsas, e o dia foi de queda para praticamente todas elas. Apenas a bolsa alemã e Dow Jones (americana) conseguiram se manter no positivo. DAX subiu 0,12%, e a Dow Jones 0,17%. As bolsas na Ásia caíram forte após a publicação do PIB da China, melhor que o esperado, porém quando se abre o dado, notamos que há uma mudança significativa na geração do PIB.

Essa atual mais focada em artigos tecnológicos, como carros elétricos, baterias e painéis solares. A China abandonou o seu antigo motor econômico que era o setor de construção, migrando para o setor tecnológico. Com uma alta acima do esperado, também subentende-se que não haverá novos estímulos econômicos. Além disso, o esperado é que haja uma taxa maior de desemprego, uma vez que o setor de construção empregava uma parcela grande dos jovens.

Ademais, várias outras economias asiáticas eram dependentes da demanda chinesa, e com essa mudança de cenário, vão precisar se reinventar. Em resumo, na Ásia e Pacífico todas as bolsas caíram pelo menos 1,80%. Na Europa as quedas foram acima de 1,40%. As duas principais bolsas dos EUA fecharam em leve queda: SP 500, -0,22%, e NASDAQ, -0,12%. No Brasil o IBOVESPA encerrou em queda pelo quinto pregão consecutivo, com uma desvalorização de 0,75%.


Sobre o autor Rodrigo Trage

Sócio da Granoeste Investimentos desde 2016, graduado em Ciência da Computação pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná e MBA em Inteligência Financeira pela Universidade Positivo. Especialista em renda variável de mercados globais e nacionais. Correspondente Bancário FBB100. Profissional credenciado junto a CVM como Agente Autônomo de Investimentos.
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