INÍCIO AGRICULTURA Commodities

Segunda de queda em Chicago para a maioria das commodities

Todo o complexo soja caiu, assim como milho e trigo
Rodrigo Trage
- Especial para Rural News
Publicado em 15/04/2024

A segunda-feira, 15, encerrou com queda para as principais commodities na bolsa de Chicago. E novamente o dólar mais forte contra o real contribuiu para a queda dos futuros da soja. Neste pregão todo o complexo da soja caiu da seguinte maneira: óleo -0,92%; farelo, -1,71%; e o grão -1,34%. Já o milho registrou uma desvalorização de 0,92% e o trigo de 0,76%.

Nesta segunda também foi divulgado as condições das lavouras nos EUA. O milho avançou para 6% ante 3% da semana passada, e a soja para 3% da área total plantada, equivalente ao ritmo do ano passado. O clima traz uma pressão adicional para o complexo da soja. Perspectivas climáticas apontam para um tempo mais estável na Argentina, o que favorece o desenvolvimento da colheita e traz mais concorrência para o complexo da soja e para o milho.

Contrato de milho Na B3 o contrato de milho maio subiu 1,85%, na contramão da CBOT e, a princípio, ignorando as recentes chuvas nos estados de PR, MS e MT, que melhoram as condições das lavouras. Apesar do câmbio ter subido bem, é difícil creditar esse movimento altista inteiramente a ele, pois no momento a janela de exportação tem pouco impacto no mercado interno.

Sendo assim, o mercado pode estar reagindo a possibilidade de uma quebra na Argentina devido a infestação da cigarrinha, que prejudica as condições das lavouras. Outro fator é o recente corte da Conab publicado em dia 11, em que reduziu a sua expectativa de produção de 112.75 milhões para 110.96 milhões de toneladas. Este ponto ainda divide opiniões. Apesar desse número bastante agressivo, produtores de várias regiões estão reportando condições favoráveis para o desenvolvimento da cultura e esperam colher um volume maior do que o previsto.

Oriente Médio

Agora falando do cenário macroeconômico, houve a deflagração da retaliação do Irã a Israel, que, como o previsto por vários especialistas em geopolítica, seria uma retaliação de pouco impacto. Com isso as tensões acerca deste tema que se acumularam nos futuros do petróleo foram diminuídas e, e se viu nesta segunda esse mercado caindo na maior parte do dia, mas encerrou estável com ganho de apenas 0,14%. Isto posto, o que vem preocupando os mercados ao redor do globo e a manutenção de taxas de juros mais altas nos EUA. Fato que já foi amplamente discutido nos artigos anteriores. Bolsas nos EUA recuam forte, SP 500 caiu 1,20% e NASDAQ 1,79%.

Na Ásia, com exceção da bolsa de Shangai, todas as demais fecharam em queda. Na Europa o dia foi positivo, ao se descolar do sentimento global, o Euro Stoxx 50 subiu 0,58% e a principal alta do dia veio da bolsa alemã, com 0,63%. Aqui no Brasil o índice Ibovespa seguiu o cenário externo e fechou com queda de -0,49%, acumulando uma queda de -2,16% no mês.


Sobre o autor Rodrigo Trage

Sócio da Granoeste Investimentos desde 2016, graduado em Ciência da Computação pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná e MBA em Inteligência Financeira pela Universidade Positivo. Especialista em renda variável de mercados globais e nacionais. Correspondente Bancário FBB100 Profissional credenciado junto a CVM como Agente Autônomo de Investimentos.
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