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Volume das exportações do café brasileiro é de 3,3 milhões de sacas

Apesar da queda de 10,4% em relação ao mês de fevereiro do ano passado, a receita foi recorde para o mesmo período conforme a Cecafé

Volume das exportações do café brasileiro é de 3,3 milhões de sacas

A produção brasileira, foi estimada em 3,2 milhões de toneladas, ou 52,8 milhões de sacas de 60 kg, de acordo com o IBGE

Foto do autor Redação RuralNews
14/03/2025 |

O Brasil exportou 3,274 milhões de sacas de 60 kg do produto em fevereiro de 2025, o que representa uma queda de 10,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, De acordo com relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Em receita, contudo, a performance é 55,5% superior, rendendo US$1,190 bilhão ao país – montante recorde para meses de fevereiro –, refletindo as cotações elevadas no mercado global.

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Com a performance no mês passado, os embarques de café do Brasil subiram para 33,452 milhões de sacas no acumulado dos oito primeiros meses da safra 2024/25, proporcionando divisas de US$9,723 bilhões. Ambos os desempenhos são recordes para esse período e implicam altas de 8,8% em volume e 59,8% em receita cambial na comparação com o intervalo de julho de 2023 a fevereiro de 2024.

Produção


Conforme estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 3,2 milhões de toneladas, ou 52,8 milhões de sacas de 60 kg, acréscimo de 0,4% em relação ao mês anterior, tendo o rendimento médio aumentado nesse mesmo valor.

Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,1 milhões de toneladas ou 34,9 milhões de sacas de 60 kg, declínios de 0,1% em relação ao mês anterior e de 12,8% em relação ao volume produzido em 2024.

Para a safra de 2025, aguarda-se uma bienalidade negativa, ou seja, um declínio natural da produção em função das características fisiológicas da espécie, em que nos anos pares tende-se a produzir mais, sacrificando a produção do ano seguinte, em decorrência de um maior exaurimento das plantas.

Ano Civil


No primeiro bimestre deste ano, o Brasil embarcou 7,278 milhões de sacas de café, registrando declínio de 5,4% em relação aos 7,694 milhões aferidos nos dois primeiros meses de 2024. Acompanhando o desempenho mensal, a receita cresceu 58,4% no agregado de janeiro e fevereiro, saltando para US$2,516 bilhões, ante o US$1,588 bilhão aferido em idêntico intervalo no ano passado.

“Embora as bolsas internacionais tenham recuado das recentes máximas, os preços atuais e as cotações médias dos últimos meses são significativamente maiores daqueles praticados no mesmo período do ano anterior, o que justifica os recordes em receita”, explica Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.

Contudo, ele recorda que o Brasil está em período de entressafra, o que faz com que, nos últimos meses e atualmente, os diferenciais de preço dos cafés conilon e robusta do país, contra a bolsa de Londres, não estejam competitivos frente aos de outras importantes origens produtoras, como o Vietnã, cujos cafés estão com cotações bem mais atrativas que as dos canéforas brasileiros.

Ferreira completa que, da mesma forma, também os arábicas nacionais estão mais caros frente aos diferenciais do produto de países da América Central na bolsa de Nova York. “Esses fatores devem seguir impactando o desempenho das exportações do Brasil, que podem seguir em menores volumes nos meses seguintes”, relata.

Ainda em relação ao arrefecimento dos embarques, o presidente do Cecafé menciona uma eventual e pontual redução no consumo global da bebida. “Os recordes de preços registrados no cenário nacional e internacional estão longe do que já foi repassado pelas indústrias no Brasil e lá fora e mais distante ainda daquilo que os supermercados repassaram aos consumidores”, analisa.

De acordo com Ferreira, o squeeze financeiro, com redução de linhas de crédito, que não acompanharam a alta do café commodity em dólar ou em reais, também tem se tornado um “fator de enorme relevância” para a redução do fluxo de comércio.

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