China lidera consumo mundial de frango e fortalece exportações brasileiras
Retomada das compras chinesas de frango impulsiona as exportações brasileiras e confirma a liderança da Ásia no consumo global da proteína
Mercado asiático concentra a maior parte das exportações brasileiras de carne de frango, com destaque para a China. Foto: Canva
A retomada das importações chinesas de carne de frango do Brasil renovou o otimismo do setor e abriu espaço para um novo ciclo de crescimento das exportações em 2025. A decisão encerrou as restrições adotadas após um caso isolado de gripe aviária e devolveu ao país o acesso a um dos seus principais mercados.
Atualmente, o Brasil lidera as exportações globais de carne de frango e atende mais de 150 países. Nesse contexto, a Ásia se consolida como o principal destino da proteína brasileira, respondendo por mais da metade dos embarques. A China ocupa a primeira posição no ranking, seguida por Emirados Árabes Unidos e Japão.
Além disso, a reabertura do mercado chinês reforça a confiança internacional nos padrões sanitários da avicultura brasileira. O movimento ocorre em um momento de demanda firme, o que tende a sustentar volumes elevados de exportação ao longo do ano. Assim, o país amplia sua presença no mercado global.
Consumo global e destinos estratégicos
Dados recentes indicam que a China lidera o consumo mundial de carne de frango, com mais de 560 mil toneladas e participação próxima de 11% no total global. Em seguida aparecem os Emirados Árabes Unidos, com cerca de 9%, e o Japão, com pouco mais de 8,5%.
Esses países figuram entre os principais destinos da carne de frango brasileira. Além deles, Arábia Saudita e África do Sul também se destacam. Dessa forma, o setor amplia sua diversificação de mercados e reduz riscos comerciais.
Preferências regionais impulsionam embarques
As preferências de consumo variam conforme a região e influenciam diretamente os embarques. Na Ásia, por exemplo, há maior demanda por asas, coxas, sobrecoxas, cartilagens e pés de frango. Já na África, ganham espaço cortes como coxa, sobrecoxa, peito e carne mecanicamente separada.
No Oriente Médio, o consumo se concentra em coxas, sobrecoxas, miúdos e peito. Enquanto isso, na Europa, o peito lidera a preferência. Nas Américas, a demanda se distribui entre coxas, sobrecoxas, asas e peito. No mercado interno, o consumo é mais diversificado.
Assim, a combinação entre retomada do mercado chinês, liderança no consumo global e adaptação às preferências regionais reforça o Brasil como fornecedor estratégico no comércio internacional de carne de frango.
