Desafios para produção de arroz são debatidos por entidades do setor
Encontro em Brasília discutiu preços, custos, importações e instrumentos de política agrícola para a orizicultura
Desafios para produção de arroz foram discutidos com foco em custos, preços abaixo do mínimo e competitividade. Foto: CNA / Divulgação
Os desafios para produção de arroz pautaram reunião realizada na quinta-feira (12), em Brasília. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recebeu representantes da cadeia produtiva para avaliar o cenário atual da atividade.
Durante o encontro, os participantes discutiram custos de produção, preços ao produtor, importações, consumo doméstico e instrumentos de política agrícola.
Também participaram representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).
Preços abaixo do mínimo
Entre os principais pontos levantados, o setor destacou a baixa remuneração ao produtor.
Atualmente, a saca de 50 quilos é comercializada a R$ 53. O valor está abaixo do preço mínimo fixado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de R$ 63.
Além disso, o preço de mercado não cobre o custo de produção, estimado em mais de R$ 90 por saca. A concorrência com o arroz importado também pressiona as cotações no mercado interno.
Área cultivada e classificação
Os desafios para produção de arroz incluem ainda a redução da área plantada no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país. Segundo representantes do setor, o cenário de mercado e as condições produtivas influenciam a decisão dos agricultores.
Outro ponto debatido foi a classificação do grão. De acordo com lideranças da cadeia, o modelo atual gera descontos ao produtor e não assegura informações claras ao consumidor nas embalagens.
Próximos encaminhamentos
A Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA acompanhará os temas apresentados. O grupo avaliará a inclusão das demandas como prioridades na agenda institucional.
A entidade também informou que atuará junto ao Poder Executivo nas discussões sobre qualidade e promoção do arroz brasileiro.
Ao final, os participantes definiram o aprofundamento de estudos técnicos sobre custos, instrumentos de política agrícola, critérios de classificação e competitividade internacional. O objetivo é estruturar propostas para enfrentar os desafios para produção de arroz e fortalecer a orizicultura nacional.
