Adapar amplia período de plantio da soja para produção de sementes no Paraná
Produtores de sementes de soja ganham mais prazo para a semeadura no Paraná após atrasos provocados por condições climáticas na safra 2025/26
Por: Redação RuralNews
O diretor-presidente da Adapar, Otamir César Martins, assinou a portaria nesta terça-feira (13). Segundo a agência, as condições adversas atrasaram a liberação de áreas agrícolas, principalmente por causa do prolongamento do ciclo de culturas antecessoras, como milho e feijão.
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“Como o Paraná é um dos maiores produtores de sementes, neste momento ocorre o cadastro das empresas. Na sequência, começa o processo de fiscalização da produção”, afirmou Otamir Martins.
A ampliação do prazo consta na Portaria nº 024, publicada em janeiro de 2026. A medida vale exclusivamente para áreas destinadas à produção de sementes de soja no Paraná.
Apesar do ajuste no calendário, o Vazio Sanitário da soja segue obrigatório. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) define esse período por meio de portaria federal. De acordo com o chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar, Paulo Brandão, o intervalo não pode ser inferior a 90 dias consecutivos.
“O Vazio Sanitário deve respeitar as datas já estabelecidas para a safra em desenvolvimento”, ressaltou Brandão.
O Vazio Sanitário representa uma das principais ferramentas no controle da ferrugem asiática da soja, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Durante esse período, a legislação proíbe a presença de plantas vivas da cultura no campo, inclusive plantas voluntárias. Com isso, o produtor reduz a sobrevivência do patógeno e retarda sua ocorrência na safra seguinte.
Segundo Brandão, a ferrugem asiática faz parte do manejo fitossanitário da cultura. Por isso, o Vazio Sanitário deve ser adotado por todos os agricultores, sempre com base em critérios técnicos e em benefício da própria produção.
A Adapar realizará ações de fiscalização e monitoramento de forma aleatória. Os fiscais de defesa agropecuária atuarão com apoio das informações repassadas por responsáveis técnicos de cooperativas e casas agropecuárias.
Para plantar soja dentro das novas regras, o produtor precisa cumprir alguns critérios. Entre eles estão atender às exigências do Mapa para produção de sementes, comunicar o local de cultivo à Adapar com pelo menos cinco dias de antecedência da semeadura e garantir a colheita ou a interrupção do ciclo antes do início do Vazio Sanitário em sua região. Além disso, o preenchimento do formulário oficial é obrigatório.
Por fim, a Adapar destaca que a ampliação do período de plantio atende a uma demanda concreta do setor produtivo. Ao mesmo tempo, a medida segue alinhada ao Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja e contribui para o uso mais racional de fungicidas e para a sustentabilidade da produção agrícola no Paraná.
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Texto publicado originalmente em Destaques
“Como o Paraná é um dos maiores produtores de sementes, neste momento ocorre o cadastro das empresas. Na sequência, começa o processo de fiscalização da produção”, afirmou Otamir Martins.
Após impactos do clima na safra 2025/26, o Paraná amplia o período de plantio da soja para produção de sementes. Foto: Adab / Divulgação
Mudança vale apenas para áreas de sementes
A ampliação do prazo consta na Portaria nº 024, publicada em janeiro de 2026. A medida vale exclusivamente para áreas destinadas à produção de sementes de soja no Paraná.
Apesar do ajuste no calendário, o Vazio Sanitário da soja segue obrigatório. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) define esse período por meio de portaria federal. De acordo com o chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar, Paulo Brandão, o intervalo não pode ser inferior a 90 dias consecutivos.
“O Vazio Sanitário deve respeitar as datas já estabelecidas para a safra em desenvolvimento”, ressaltou Brandão.
O Vazio Sanitário representa uma das principais ferramentas no controle da ferrugem asiática da soja, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Durante esse período, a legislação proíbe a presença de plantas vivas da cultura no campo, inclusive plantas voluntárias. Com isso, o produtor reduz a sobrevivência do patógeno e retarda sua ocorrência na safra seguinte.
Fiscalização e critérios para os produtores
Segundo Brandão, a ferrugem asiática faz parte do manejo fitossanitário da cultura. Por isso, o Vazio Sanitário deve ser adotado por todos os agricultores, sempre com base em critérios técnicos e em benefício da própria produção.
A Adapar realizará ações de fiscalização e monitoramento de forma aleatória. Os fiscais de defesa agropecuária atuarão com apoio das informações repassadas por responsáveis técnicos de cooperativas e casas agropecuárias.
Para plantar soja dentro das novas regras, o produtor precisa cumprir alguns critérios. Entre eles estão atender às exigências do Mapa para produção de sementes, comunicar o local de cultivo à Adapar com pelo menos cinco dias de antecedência da semeadura e garantir a colheita ou a interrupção do ciclo antes do início do Vazio Sanitário em sua região. Além disso, o preenchimento do formulário oficial é obrigatório.
Por fim, a Adapar destaca que a ampliação do período de plantio atende a uma demanda concreta do setor produtivo. Ao mesmo tempo, a medida segue alinhada ao Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja e contribui para o uso mais racional de fungicidas e para a sustentabilidade da produção agrícola no Paraná.
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Texto publicado originalmente em Destaques
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