A semana começou com tom negativo para as cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), segundo o boletim diário da corretora Granoeste. Na abertura das operações desta segunda-feira, as primeiras posições operavam em queda entre 6 e 8 pontos, com o vencimento novembro negociado a US$ 12,31 por bushel. O movimento de realização devolve parte dos ganhos da semana anterior, quando o contrato setembro havia subido 4% e atingido o melhor patamar desde o fim de julho.
A desvalorização é pressionada pela queda do petróleo e, principalmente, pela constatação de que os Estados Unidos estão a caminho de uma grande safra, o que disparou ordens de venda técnica por investidores. Após o calor severo em julho, o clima no Meio-Oeste norte-americano se regularizou, apresentando inclusive excesso de umidade em alguns estados centrais — condição que pode estender a maturação e atrasar o início da colheita.
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Os dados finais do Crop Tour consolidaram uma produtividade média estimada em 59,7 sacas por hectare (acima dos 59,1 sc/ha projetados pelo USDA em agosto e dos 59,4 sc/ha da temporada anterior). A produção dos Estados Unidos foi calculada em um recorde histórico de 124,4 milhões de toneladas, ante 116,0 milhões no ciclo passado, refletindo a rápida recuperação da soja com o retorno das chuvas e temperaturas amenas. Além dos fundamentos agrícolas, o mercado segue atento aos desdobramentos de novas sanções econômicas anunciadas pelos EUA contra o Irã.
Mercado brasileiro retém lotes e aposta na entressafra
Enquanto a bolsa internacional recua, o mercado físico brasileiro opera em compasso de espera e com oferta bastante restrita. Segundo a análise da Granoeste, bons volumes de soja continuam estocados nos armazéns, com os produtores segurando as vendas à espera de patamares de preços mais atrativos.
Essa postura defensiva apoia-se em fatores estratégicos consistentes: o processo eleitoral no Brasil, a colheita norte-americana que ainda precisa ser confirmada no campo, o risco de atraso nas chuvas para o plantio da safra nova nas regiões centrais do país e a proximidade da entressafra doméstica.
Nos terminais portuários, os prêmios mantêm-se firmes. As indicações de prêmio no spot oscilam entre +160 e +170 cents/bushel; para embarque em novembro, a faixa situa-se entre +165 e +175; e, para dezembro, varia de +160 a +175 cents/bushel. No mercado doméstico de balcão e lotes, as ordens de compra no oeste do Paraná variam entre R$ 143,00 e R$ 146,00 por saca, enquanto no Porto de Paranaguá a referência gira entre R$ 154,00 e R$ 156,00 por saca, dependendo dos prazos de pagamento e do cronograma de embarque.
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