Soja volta a subir em Chicago com atenção ao clima sul-americano
Preços ganham sustentação com clima irregular na América do Sul e menor tensão no cenário internacional
Por: Camilo Motter
Segundo análise da Granoeste, o mercado passou a reagir novamente a sinais de uma possível reaproximação entre Estados Unidos e China. Caso o diálogo avance, o cenário pode favorecer o aumento do fluxo comercial entre os dois países, o que tende a dar suporte às cotações da oleaginosa.
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Além disso, o ambiente externo contribui para o viés positivo. A redução das tensões geopolíticas, após declarações mais moderadas do presidente norte-americano Donald Trump sobre disputas comerciais e questões estratégicas, ajudou a melhorar o humor dos investidores nos mercados internacionais.
Na América do Sul, as condições climáticas seguem no centro da formação dos preços. No Brasil, o excesso de chuvas na porção Centro-Norte do cinturão de cultivo pode atrasar o ritmo da colheita e, em alguns casos, comprometer a qualidade dos grãos. Em contrapartida, no Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul, a falta de umidade no solo preocupa, já que grande parte das lavouras está em fase de desenvolvimento.
Como desdobramento desse cenário, a estiagem também tende a afetar áreas produtivas da Argentina. Diante disso, a consultoria Safras revisou para baixo a estimativa de produção de soja do país vizinho em cerca de 0,8 milhão de toneladas, para 50,3 milhões de toneladas, reforçando o suporte aos preços internacionais.
Enquanto isso, no mercado interno brasileiro, as negociações seguem mais lentas. Os preços permanecem pressionados, movimento típico deste período do ano, marcado pela entrada de uma safra cheia. Mesmo com a recente recuperação em Chicago, variáveis como câmbio e prêmios ainda apresentam menor força em relação às semanas anteriores.
Nos portos brasileiros, os prêmios no mercado spot variam entre 60 e 80 pontos. Para março, os valores ficam entre 20 e 35 pontos, enquanto para abril os indicativos oscilam entre 15 e 30 pontos. Já no mercado físico, as indicações de compra no oeste do Paraná giram entre R$ 118,00 e R$ 120,00, enquanto em Paranaguá os preços variam de R$ 128,00 a R$ 130,00, conforme prazos e condições de pagamento.
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Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
Além disso, o ambiente externo contribui para o viés positivo. A redução das tensões geopolíticas, após declarações mais moderadas do presidente norte-americano Donald Trump sobre disputas comerciais e questões estratégicas, ajudou a melhorar o humor dos investidores nos mercados internacionais.
Clima no Brasil influencia o mercado
Na América do Sul, as condições climáticas seguem no centro da formação dos preços. No Brasil, o excesso de chuvas na porção Centro-Norte do cinturão de cultivo pode atrasar o ritmo da colheita e, em alguns casos, comprometer a qualidade dos grãos. Em contrapartida, no Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul, a falta de umidade no solo preocupa, já que grande parte das lavouras está em fase de desenvolvimento.
Como desdobramento desse cenário, a estiagem também tende a afetar áreas produtivas da Argentina. Diante disso, a consultoria Safras revisou para baixo a estimativa de produção de soja do país vizinho em cerca de 0,8 milhão de toneladas, para 50,3 milhões de toneladas, reforçando o suporte aos preços internacionais.
Enquanto isso, no mercado interno brasileiro, as negociações seguem mais lentas. Os preços permanecem pressionados, movimento típico deste período do ano, marcado pela entrada de uma safra cheia. Mesmo com a recente recuperação em Chicago, variáveis como câmbio e prêmios ainda apresentam menor força em relação às semanas anteriores.
Nos portos brasileiros, os prêmios no mercado spot variam entre 60 e 80 pontos. Para março, os valores ficam entre 20 e 35 pontos, enquanto para abril os indicativos oscilam entre 15 e 30 pontos. Já no mercado físico, as indicações de compra no oeste do Paraná giram entre R$ 118,00 e R$ 120,00, enquanto em Paranaguá os preços variam de R$ 128,00 a R$ 130,00, conforme prazos e condições de pagamento.
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Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
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