A abertura da 32ª edição da Fenasucro Agrocana, realizada no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP), reuniu autoridades políticas e lideranças do agronegócio para debater o papel do Brasil na transição energética global. Com a participação de mais de 600 marcas e representantes de 80 países, o evento se consolida como o principal polo de tecnologia para a cadeia sucroenergética.
A solenidade contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, além de dirigentes do setor como Paulo Montabone, diretor da feira, e Hugo Cagno Filho, presidente da União Nacional da Bioenergia (UDOP). Durante o encontro, foi ressaltada a evolução das usinas para biorrefinarias, capazes de fornecer etanol, bioeletricidade, biogás, biometano, biobunker e combustível sustentável de aviação (SAF).
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O governador Tarcísio de Freitas enfatizou a substituição de combustíveis fósseis no transporte pesado e na matriz estadual, destacando o avanço do biometano na região de Ribeirão Preto. No modal aquaviário, grandes empresas de navegação começam a adotar o biobunker e o etanol para a propulsão de navios.
Etanol marítimo e SAF abrem novos mercados para o agro
A programação técnica do primeiro dia focou nas novas fronteiras de consumo para o setor de bioenergia. No painel sobre a descarbonização da navegação marítima, Plínio Nastari, CEO da DATAGRO, apontou que o setor aquaviário representa um mercado potencial de 225 milhões de toneladas, volume que supera o dobro da atual produção mundial de etanol, estimada em 100 milhões de toneladas.
Exemplo prático dessa aplicação foi apresentado pela Copersucar, que detalhou testes com navios cargueiros adaptados para o uso do etanol e destacou a inclusão de 74 caminhões movidos a biometano no transporte de açúcar até o Porto de Santos. O avanço do mercado de SAF também ganhou relevância, indicando a proximidade da viabilização comercial do combustível de aviação à base de cana-de-açúcar no país.
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