A abertura oficial do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, organizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), marcou o tom das cobranças do setor produtivo por previsibilidade e políticas de longo prazo. O encontro reuniu empresários, especialistas e autoridades em Brasília para debater os rumos de um setor que representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) e alimenta mais de 1 bilhão de pessoas em cerca de 150 países.
O destaque da cerimônia de abertura foi a apresentação do plano estratégico elaborado pela ABAG, baseado no mapeamento de mais de 80 fatores prioritários para o desenvolvimento da agropecuária nacional. O presidente da entidade, Ingo Plöger, entregou em mãos uma cópia do documento ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e anunciou que o material será enviado formalmente aos candidatos à Presidência da República para direcionar as diretrizes do próximo ciclo governamental.
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Mudança de modelo e críticas ao Plano Safra anual
Durante o evento, o presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles, defendeu a consolidação do chamado "Plano Brasil", uma estrutura de planejamento de longo prazo para dar estabilidade a quem produz dentro da porteira.
Meirelles apontou que o atual modelo de financiamento do governo precisa passar por atualizações estruturais. "O acompanhamento das demandas globais exige investimentos contínuos na capacitação do produtor rural, no acesso a inovações tecnológicas e na busca por estabilidade jurídica. A oferta de planejamento e previsibilidade a quem produz é um fator fundamental. O Plano Safra anual como vem sendo feito é ineficaz para o setor produtivo", destacou.
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