Preços de hortifrútis variam nas Ceasas em outubro, aponta Prohort
Conab registra quedas em cenoura, alface, banana e mamão, enquanto itens como cebola, batata, tomate, laranja, maçã e melancia ficaram mais caros em outubro
Por: Redação RuralNews
Cenoura recua com maior volume e comportamento distinto entre Ceasas
De acordo com o Boletim, o movimento de preços em outubro variou entre as Centrais de Abastecimento. Em Curitiba, por exemplo, houve alta de 39,02% na média ponderada. Em sentido contrário, com quedas expressivas, destacaram-se as Ceasas do Rio de Janeiro, com retração de 17,01%, e de Rio Branco, com recuo de 16,56%. Mesmo com essas diferenças, o resultado geral foi de estabilidade nacional frente ao mês anterior.
Movimento nas Ceasas reflete oferta e demanda dos hortifrútis, com variações expressivas nos preços ao longo de outubro. Foto: Canva
Alface mantém tendência de queda pela terceira vez seguida
A alface voltou a registrar queda na média ponderada das cotações. Em agosto, o recuo foi de 8,77%. Em setembro, a queda se acentuou para 16,01%, e em outubro houve nova redução, de 7,27% em relação à média de setembro. A elevada oferta segue pressionando os preços. Além disso, a demanda mais fraca, especialmente em Curitiba devido ao clima mais frio, contribui para o movimento baixista.
Além da alface, outras frutas também ficaram mais baratas em outubro. A banana registrou redução média de 4,14%, influenciada pelo aumento na oferta da variedade prata, principalmente de regiões como norte de Minas Gerais, meio-oeste baiano, Vale do Ribeira e Ceará. Já a banana nanica segue com disponibilidade limitada pelo segundo mês consecutivo.
No caso do mamão, os preços iniciaram outubro em alta, impulsionados pela menor oferta e pela demanda aquecida. Contudo, após a segunda quinzena, houve recuo devido ao aumento das temperaturas e ao maior volume disponível. Assim, a média ponderada caiu 5,05% na comparação com setembro.
Cebola, batata, tomate, laranja, maçã e melancia sobem em outubro
Embora diversos itens tenham registrado quedas, outros produtos apresentaram alta. A cebola interrompeu a sequência de retrações iniciada em junho e subiu 12,24% em outubro. Apesar do aumento de 2% na oferta, o volume não foi suficiente para evitar a alta, influenciada também pela demanda e pela qualidade do produto.
A batata também registrou avanço. Mesmo com maior oferta nas Ceasas, a média ponderada subiu 19,35%. Apenas a Ceasa de Santa Catarina apresentou queda, de 4,63%. Já nas demais unidades, as altas variaram entre 4,42%, em Fortaleza, e 41,66%, em Curitiba.
O tomate apresentou ligeira alta de 3,97% na média ponderada, revertendo as quedas observadas nos últimos meses. A oferta aumentou ao longo de outubro, especialmente na segunda quinzena, o que ajudou a segurar preços mais elevados. Esse maior volume também tem resultado em cotações mais baixas no início de novembro.
Entre as frutas, a laranja subiu 4,3% na média ponderada. No início de outubro, a demanda estava firme e a oferta baixa. Já no final do mês, houve aumento da colheita e redução da procura, comportamento típico para o período.
A maçã apresentou oscilações e pequenas altas na maioria das Ceasas, em linha com a redução dos estoques em câmaras frias. A melancia, por fim, passa por um período de transição entre regiões fornecedoras. A colheita terminou em Tocantins e está perto do fim em Goiás, enquanto São Paulo e Bahia passam a assumir a oferta nos próximos meses. A demanda oscilou ao longo de outubro, já que o consumo tradicionalmente cai com o aumento das chuvas.
Exportações seguem fortes em 2024
As exportações de hortigranjeiros mantêm bom desempenho. Entre janeiro e outubro, o volume exportado atingiu 1,07 milhão de toneladas, alta de 31,5% em relação ao mesmo período de 2024. O faturamento chegou a US$ 1,19 bilhão (FOB), crescimento de 13,47% na mesma comparação, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Ceasas ganham destaque como solução logística
A seção Destaques das Ceasas, presente nesta edição do Boletim Prohort, ressalta o papel estratégico das Centrais de Abastecimento para a logística e o abastecimento das cidades. Os dados utilizados no Boletim foram coletados em Ceasas de São Paulo, Campinas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, São José, Goiânia, Recife, Fortaleza e Rio Branco, que juntas representam grande parte da comercialização de hortigranjeiros no país.
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Texto publicado originalmente em Notícias
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