Patrulha Rural reduz crimes no campo em mais de 50% no Paraná
Atuação integrada da Polícia Militar e do Sistema FAEP fortalece a segurança nas áreas rurais e reduz furtos, roubos e crimes patrimoniais ao longo dos últimos três anos
Por: Redação RuralNews
Criado em 2018, o programa ganhou força a partir de 2022, quando passou a atuar de forma efetiva em todo o Estado. Desde então, a articulação do Sistema FAEP junto à Polícia Militar ampliou a presença policial nas áreas rurais e aproximou os agentes da comunidade.
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Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a atuação conjunta surgiu a partir das demandas dos produtores. “Diante dos relatos de ocorrências no campo, passamos a apoiar a Polícia Militar e a fortalecer o diálogo com a comunidade rural. Com isso, a patrulha voltou a atuar de forma estruturada”, afirma.
Desde a retomada do programa, os indicadores de criminalidade apresentam queda contínua. Entre 2022 e 2025, os registros de roubo diminuíram 50,7%. No mesmo período, os furtos recuaram 38,7%.
Além disso, os crimes patrimoniais tiveram redução ainda mais expressiva. O furto e roubo de insumos agrícolas caíram 65,9%. Da mesma forma, os registros envolvendo animais de criação, como bovinos, suínos e aves, diminuíram 56,9%.
Enquanto isso, os furtos e roubos de veículos em áreas rurais recuaram 37,3%. Já os casos de dano ao patrimônio apresentaram queda acumulada de 9,6% no período analisado.
Paralelamente à prevenção, o programa também avançou no combate direto ao crime. Entre 2022 e 2025, a Patrulha Rural cumpriu 760 mandados de prisão, realizou 322 flagrantes por tráfico de drogas e 299 por contrabando e descaminho. Além disso, as equipes recuperaram 450 veículos furtados ou roubados.
Além dos resultados repressivos, a Patrulha Rural atua de forma preventiva. Após solicitação do produtor, os policiais visitam as propriedades e orientam sobre medidas simples para reduzir riscos.
“O foco não é fiscalizar, mas orientar. A Patrulha Rural atua de forma preventiva e ajuda o produtor a evitar situações de risco”, explica Edivânia Picolo, técnica do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP.
Após a visita, o produtor pode cadastrar o imóvel no sistema. Atualmente, mais de 30 mil propriedades participam do programa. Cada uma recebe uma placa de identificação, que facilita denúncias e agiliza o acionamento das equipes mais próximas.
De acordo com o major Íncare Correa de Jesus, coordenador da Patrulha Rural no Paraná, os avanços refletem o engajamento da comunidade. “Além de reduzir os crimes, o programa melhorou a sensação de segurança no campo. Isso ocorre porque o produtor participa ativamente das ações”, destaca.
Atualmente, o Paraná conta com 93 patrulhas em operação. Para 2026, a expectativa é ampliar a capacitação do efetivo, fortalecer os Conselhos Rurais e avançar no cadastramento das propriedades. Além disso, está previsto um seminário nacional para troca de boas práticas entre forças de segurança.
Por fim, o Sistema FAEP trabalha para ampliar a conectividade das viaturas em regiões sem acesso à internet. “A comunicação é estratégica. Já recuperamos caminhões de gado com informações repassadas pelos produtores. Trata-se de um trabalho comunitário, moderno e eficiente”, conclui Meneguette.
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Texto publicado originalmente em Notícias
Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a atuação conjunta surgiu a partir das demandas dos produtores. “Diante dos relatos de ocorrências no campo, passamos a apoiar a Polícia Militar e a fortalecer o diálogo com a comunidade rural. Com isso, a patrulha voltou a atuar de forma estruturada”, afirma.
A Patrulha Rural Comunitária atua de forma preventiva e repressiva no campo. Foto: Sistema FAEP / Divulgação
Redução consistente dos crimes no campo
Desde a retomada do programa, os indicadores de criminalidade apresentam queda contínua. Entre 2022 e 2025, os registros de roubo diminuíram 50,7%. No mesmo período, os furtos recuaram 38,7%.
Além disso, os crimes patrimoniais tiveram redução ainda mais expressiva. O furto e roubo de insumos agrícolas caíram 65,9%. Da mesma forma, os registros envolvendo animais de criação, como bovinos, suínos e aves, diminuíram 56,9%.
Enquanto isso, os furtos e roubos de veículos em áreas rurais recuaram 37,3%. Já os casos de dano ao patrimônio apresentaram queda acumulada de 9,6% no período analisado.
Paralelamente à prevenção, o programa também avançou no combate direto ao crime. Entre 2022 e 2025, a Patrulha Rural cumpriu 760 mandados de prisão, realizou 322 flagrantes por tráfico de drogas e 299 por contrabando e descaminho. Além disso, as equipes recuperaram 450 veículos furtados ou roubados.
Atuação preventiva fortalece segurança no campo
Além dos resultados repressivos, a Patrulha Rural atua de forma preventiva. Após solicitação do produtor, os policiais visitam as propriedades e orientam sobre medidas simples para reduzir riscos.
“O foco não é fiscalizar, mas orientar. A Patrulha Rural atua de forma preventiva e ajuda o produtor a evitar situações de risco”, explica Edivânia Picolo, técnica do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP.
Após a visita, o produtor pode cadastrar o imóvel no sistema. Atualmente, mais de 30 mil propriedades participam do programa. Cada uma recebe uma placa de identificação, que facilita denúncias e agiliza o acionamento das equipes mais próximas.
De acordo com o major Íncare Correa de Jesus, coordenador da Patrulha Rural no Paraná, os avanços refletem o engajamento da comunidade. “Além de reduzir os crimes, o programa melhorou a sensação de segurança no campo. Isso ocorre porque o produtor participa ativamente das ações”, destaca.
Atualmente, o Paraná conta com 93 patrulhas em operação. Para 2026, a expectativa é ampliar a capacitação do efetivo, fortalecer os Conselhos Rurais e avançar no cadastramento das propriedades. Além disso, está previsto um seminário nacional para troca de boas práticas entre forças de segurança.
Por fim, o Sistema FAEP trabalha para ampliar a conectividade das viaturas em regiões sem acesso à internet. “A comunicação é estratégica. Já recuperamos caminhões de gado com informações repassadas pelos produtores. Trata-se de um trabalho comunitário, moderno e eficiente”, conclui Meneguette.
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