No sexta-feira (4), foi celebrado o Dia Mundial do Solo. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), reforçou a importância do solo para a sociedade. Em 2025, o tema definido foi “Solos saudáveis para cidades saudáveis”. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) desenvolveu e fomentou programas como o Solo Vivo, o PronaSolos e o Caminho Verde Brasil, com foco na recuperação, no mapeamento e na revitalização dos solos brasileiros.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que investir na saúde do solo é investir no futuro do país. “Solo saudável é sinônimo de alimento na mesa, água de qualidade e cidades mais resilientes. Quando recuperamos áreas degradadas e ampliamos o conhecimento sobre nossos solos, estamos garantindo segurança alimentar e deixando um legado de sustentabilidade para as próximas gerações”, afirmou.
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Segundo a FAO, 33% dos solos do mundo estavam degradados e 95% dos alimentos vinham por meio do solo. Além disso, dois bilhões de pessoas sofriam com carência de micronutrientes devido à infertilidade do solo.
O Programa Solo Vivo foi lançado em 2024 para recuperar áreas degradadas por meio de suporte técnico ao manejo e correção de solo junto a produtores da agricultura familiar. A primeira etapa ocorreu em Mato Grosso e no Amapá.
Mapeamento para uso sustentável do território
Já o Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos), coordenado pelo Mapa, mapeou, interpretou e documentou os solos do país reunindo dados detalhados que orientam o uso sustentável da terra. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), menos de 5% do território nacional contava com mapas de solos em escalas detalhadas, como 1:100.000 ou maior. A meta estabelecida foi mapear todo o território brasileiro em escalas entre 1:25.000 e 1:100.000 até 2048.
Buscando aumentar a produtividade e a produção de alimentos por meio de solos saudáveis, o Programa Caminho Verde Brasil incentivou produtores rurais a adotarem práticas sustentáveis de recuperação de áreas degradadas.
Com iniciativas que uniram pesquisa, tecnologia e apoio direto aos produtores, o Mapa trabalhou para estimular práticas que favorecem um país mais produtivo. A preservação e a recuperação dos solos brasileiros seguiram como pilares essenciais para garantir qualidade de vida à população, fortalecer o agro e promover um desenvolvimento equilibrado entre cidades e campo.
