A demanda global aquecida, a valorização dos contratos futuros e a postura retraída dos vendedores brasileiros impulsionaram os preços da soja no mercado spot nacional. Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas Econômicas Avançadas (Cepea), também contribuíram para esse movimento a distribuição irregular das chuvas no Hemisfério Norte e a intensificação dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio.
Retorno ao patamar de janeiro e prêmios de exportação
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Com a soma desses fatores, a saca de 60 quilos da oleaginosa voltou a ser negociada acima dos R$ 140,00 nos principais portos brasileiros. Esse patamar nominal de preços não era observado desde janeiro deste ano, período anterior à entrada da safra 2025/26 no mercado.
Ainda de acordo com o Cepea, o cenário de incertezas globais e apetite comprador fortaleceu a demanda por embarques imediatos no país. Além disso, o movimento antecipou as negociações dos prêmios de exportação para embarques programados para 2028.
Volume de embarques histórico
Os dados oficiais das exportações comprovam a intensidade da procura pelo grão brasileiro. Conforme balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil enviou 14,49 milhões de toneladas de soja ao mercado externo em junho. O montante representa o maior volume já registrado para este mês específico desde o início da série histórica da Secretaria, iniciada em 1997.
No acumulado do primeiro semestre do ano, os embarques totais de soja somaram 69,57 milhões de toneladas. O resultado é 35% superior ao registrado em igual período de 2025, consolidando um recorde histórico para os seis primeiros meses do ano.
