O preço do milho acima de R$ 70 por saca voltou a ser registrado na região consumidora de Campinas (SP). O movimento reflete a demanda aquecida e a postura mais firme dos vendedores.
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Com isso, o Indicador ESALQ/BMFBovespa já opera acima de R$ 70 por saca de 60 quilos. Esse patamar não era observado desde dezembro de 2025.
No campo, muitos produtores estão concentrados nas atividades da safra. A prioridade tem sido a colheita do milho de verão e a semeadura da segunda safra. Por isso, parte dos vendedores participa do mercado apenas de forma pontual.
Enquanto isso, os consumidores seguem ativos nas compras. A busca principal é pela recomposição dos estoques, o que ajuda a sustentar o preço do milho acima de R$ 70 na região.
As maiores valorizações aparecem, sobretudo, nas áreas consumidoras e em regiões onde produtores priorizam a comercialização da soja. Esse comportamento reduz a oferta imediata do cereal.
No Sul do Brasil, porém, o cenário é diferente. A região lidera a produção da safra de verão e está com a colheita mais adiantada neste ano. Com maior disponibilidade, os preços do cereal seguem em queda.
O mercado também acompanha o cenário internacional. O conflito envolvendo Estados Unidos e Irã mantém exportadores atentos, principalmente por causa da relevância do país asiático nas compras do cereal brasileiro.
Em 2025, o Irã foi o principal destino do milho nacional. O país importou cerca de 9 milhões de toneladas, praticamente o dobro do volume registrado no ano anterior.
Mesmo assim, o setor segue em compasso de observação. Isso porque os embarques brasileiros de milho costumam ganhar força apenas no segundo semestre. Até lá, agentes monitoram possíveis reflexos no preço do milho acima de R$ 70 no mercado interno.Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
