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PIB deve avançar 1,8% em 2026, aponta Ipea

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PIB deve avançar 1,8% em 2026, aponta Ipea
Ipea revisa PIB de 2026 para 1,8%, com inflação em 4,2% e cenário ainda pressionado por juros e incertezas externas Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

Melhora no início do ano impulsiona revisão, mas juros e cenário externo ainda limitam o ritmo da economia

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para cima a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, elevando a estimativa de 1,6% para 1,8%. A atualização reflete um início de ano mais favorável do que o esperado, com indicadores apontando avanço disseminado entre diferentes setores.

Segundo o levantamento, divulgado na nova edição da Visão Geral da Conjuntura, a economia começou 2026 com mais força após um fim de 2025 marcado por perda de dinamismo. Dados de janeiro mostram recuperação inclusive em segmentos mais sensíveis ao crédito, sinalizando melhora no curto prazo.

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Apesar do cenário mais positivo, o Ipea destaca que o ritmo de crescimento ainda enfrenta limitações. Os efeitos do aperto monetário recente seguem impactando a atividade econômica, especialmente setores dependentes de financiamento, enquanto o ambiente externo continua trazendo incertezas.

O consumo das famílias permanece como principal motor da economia, sustentado pela expansão da renda, pelo mercado de trabalho aquecido e por políticas que mantêm o acesso ao crédito. Para o primeiro trimestre, a expectativa é de crescimento de 0,8% frente ao período anterior e de 1,4% na comparação anual, com destaque para serviços.

No entanto, os investimentos seguem como ponto de atenção. A projeção indica retração de 1,1% em 2026, com recuperação prevista apenas para 2027. O cenário reflete a cautela dos agentes econômicos diante dos juros ainda elevados e das incertezas globais.

No campo inflacionário, a estimativa para o IPCA foi mantida em 4,2%. Houve, porém, mudança na composição: alimentos e serviços apresentaram alívio recente, enquanto os combustíveis devem pressionar os preços, influenciados pela alta do petróleo no mercado internacional.

O cenário externo também segue no radar. A escalada das tensões no Oriente Médio aumenta a volatilidade e pode impactar diretamente os preços das commodities. Para o Brasil, isso representa efeitos mistos, com possível pressão inflacionária, mas também oportunidades para as exportações.

Pelo lado da oferta, o setor de serviços deve continuar liderando o crescimento, enquanto a indústria avança de forma moderada. Já a agropecuária mantém desempenho positivo, embora em desaceleração após o forte resultado registrado em 2025.

Com isso, o Ipea aponta um cenário de crescimento moderado, sustentado por fatores internos, mas ainda condicionado a variáveis externas e à trajetória dos juros ao longo do ano.

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