A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou novos levantamentos de custos de produção de café e cana-de-açúcar por meio do projeto Campo Futuro, com painéis em Minas Gerais e Mato Grosso. A iniciativa reúne produtores, técnicos e especialistas para construir indicadores que refletem a realidade das principais regiões produtoras e auxiliam na tomada de decisão no campo.
No caso da cana-de-açúcar, o levantamento foi realizado em Nova Olímpia (MT), considerando uma propriedade modal de 2,8 hectares. A expectativa de produtividade para a safra 2026/27 é de 75 toneladas por hectare, com aumento no número de cortes, que passa a seis no ciclo produtivo. A qualidade da matéria-prima também foi destacada, com estimativa de 135 quilos de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada. Segundo o painel, o cenário econômico da atividade é positivo, com margens favoráveis no longo prazo.
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Já para o café, os painéis ocorreram em Varginha e Guaxupé (MG), duas importantes regiões produtoras de arábica, mas com características produtivas distintas. Em Varginha, o levantamento foi realizado pela primeira vez e considerou uma propriedade de 50 hectares, com sistema não irrigado, produção mecanizada e produtividade estimada em 27 sacas por hectare. O custo operacional efetivo foi calculado em R$ 1.041 por saca, com maior peso para os gastos com condução da lavoura, seguidos pela colheita e pós-colheita.
Em Guaxupé, o painel atualizado manteve o perfil de produção não irrigada e manual, com produtividade estimada em 30 sacas por hectare. A propriedade modal passou de 8 para 10 hectares, mas o principal destaque foi o aumento dos custos, que avançaram cerca de 9% em relação ao levantamento anterior, pressionados principalmente pelos insumos.
Os dados reforçam que, mesmo com diferenças regionais, o custo de produção segue sendo um fator decisivo para a rentabilidade das atividades. Nesse contexto, o projeto Campo Futuro, desenvolvido pela CNA em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), se consolida como uma ferramenta estratégica para o planejamento e a gestão das propriedades rurais.
