A Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) realizou, entre 29 de setembro e 1º de outubro, a ação “Adapar Educa a Campo – Enfrentamento contra a Raiva dos Herbívoros”, percorrendo municípios do Oeste do estado para conscientizar sobre os riscos da raiva. Cerca de 40 servidores promoveram palestras, rodas de conversa e orientações no campo, alcançando produtores rurais, estudantes, médicos veterinários e profissionais de diversas áreas.
Mobilização nos municípios
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A iniciativa passou por Cascavel, Catanduvas, Ibema, Campo Bonito, Corbélia, Três Barras do Paraná, Quedas do Iguaçu, Laranjeiras do Sul, Medianeira, Lindoeste, Matelândia, Braganey, Iguatu, Guaraniaçu e Diamante D’Oeste. O objetivo foi reforçar a importância da prevenção, uma vez que a raiva é uma zoonose fatal que afeta animais e humanos.
Atividades educativas
“Este projeto busca engajar diferentes públicos, não só produtores, mas também veterinários, agentes de saúde e estudantes”, explica Elzira Pierre, chefe da Divisão de Raiva dos Herbívoros da Adapar. Durante a ação, servidores visitaram escolas, cooperativas, sindicatos e prefeituras, promovendo debates e esclarecendo dúvidas.
A Cooplaf e a Coopavel, em Cascavel, receberam apresentações conduzidas por profissionais da Adapar, detalhando os riscos da doença e reforçando a importância da vacinação e das medidas de biosseguridade. Estudantes da rede municipal também participaram das atividades, levando conhecimento para suas famílias.
Vacinação obrigatória
A mobilização ocorre após a publicação da portaria nº 368/2025, que tornou obrigatória a vacinação contra a raiva em 30 municípios do Oeste. O produtor tem seis meses para se adequar. Em 2024, o Paraná confirmou 227 focos de raiva, sendo mais da metade nas regiões de Cascavel e Laranjeiras do Sul. Até setembro de 2025, foram contabilizados 170 focos em 41 municípios, sendo 88 no Oeste.
A raiva, transmitida principalmente pelo morcego hematófago, representa risco econômico e à saúde humana. Por isso, a Adapar reforça que a vacinação e a educação sanitária são essenciais. Produtores devem notificar imediatamente qualquer caso suspeito à agência.
