Etanol gera economia de R$ 2,5 bi e segura alta da gasolina
Biocombustível se mantém competitivo frente à gasolina, reduz custos ao consumidor e evita aumento nas importações
O etanol garantiu uma economia superior a R$ 2,5 bilhões em março ao consumidor brasileiro, ao se manter estável nas bombas enquanto a gasolina avançou no período. De acordo com aUnião da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), o movimento reforça o papel do biocombustível como regulador de preços em momentos de alta no mercado internacional de petróleo.
Ao longo do mês, a gasolina subiu de R$ 6,30 para R$ 6,78 por litro, acompanhando a valorização do petróleo. Já o etanol hidratado variou de R$ 4,61 para R$ 4,70 por litro, mantendo competitividade. A paridade entre os combustíveis ficou em 69,3% na primeira semana de abril, abaixo do limite de 73% que indica vantagem econômica do etanol.
Diferença de comportamento no mercado
O desempenho distinto dos combustíveis está ligado a fatores estruturais. Enquanto a gasolina sofreu pressão ao longo da cadeia, mesmo com estabilidade nas refinarias, o etanol permaneceu sustentado pela safra doméstica e pela expectativa de produção recorde em 2026.
No campo, os preços do biocombustível recuaram em março. Em São Paulo, principal estado produtor, o valor caiu de R$ 2,94 para R$ 2,89 por litro, refletindo o avanço da moagem da cana.
Redução na necessidade de importação
Além de aliviar o bolso do consumidor, o etanol também reduziu a dependência externa. Sem o biocombustível, o Brasil precisaria importar cerca de 2,3 bilhões de litros de gasolina apenas em março.
Esse volume representaria um custo adicional superior a R$ 2,2 bilhões ao país. Somando esse valor à economia direta nas bombas, o impacto total ultrapassa R$ 2,5 bilhões no período.
Papel estratégico do setor
Na avaliação da UNICA, o resultado reflete a combinação de políticas públicas e expansão da capacidade produtiva ao longo dos anos.
Programas como a mistura obrigatória de etanol na gasolina, o RenovaBio e iniciativas voltadas à transição energética contribuíram para fortalecer a cadeia produtiva e ampliar a oferta do biocombustível.
Com isso, o etanol segue ganhando relevância como alternativa competitiva, especialmente em cenários de volatilidade internacional.