Pesquisadores do Cepea indicam que as melhores condições climáticas registradas em boa parte de janeiro favoreceram o desenvolvimento das lavouras de café.
Além disso, a expectativa de continuidade da umidade no início de fevereiro reforça um cenário positivo para o enchimento dos grãos, fase considerada decisiva para a safra.
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Cenário produtivo pressiona preços
Diante dessa perspectiva mais favorável no campo, os preços do café passaram a recuar no mercado brasileiro ao longo de janeiro.
Entre 30 de dezembro e 30 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, caiu R$ 80,19 por saca de 60 kg, o equivalente a uma retração de 3,7%.
Indicador registra menor média desde outubro
No encerramento do dia 30 de janeiro, a cotação ficou em R$ 2.094,55 por saca. Já a média de janeiro de 2026, de R$ 2.178,82, foi a menor registrada desde outubro de 2025.
Esse movimento reflete, principalmente, a melhora nas expectativas para a produção da próxima temporada.
Safra 2026/27 deve ser maior
No campo, a safra 2026/27 de café arábica tende a apresentar produção superior à da temporada anterior, segundo avaliações do Cepea.
No entanto, os pesquisadores alertam que o clima segue como fator de risco. O final de dezembro foi marcado por temperaturas elevadas e baixa umidade.
Risco de cafés chochos permanece
Essas condições adversas podem comprometer a formação adequada dos grãos, elevando o risco de ocorrência de cafés chochos e afetando a qualidade final da produção.
Por isso, apesar do cenário mais positivo no momento, o acompanhamento climático permanece essencial nas próximas semanas.
