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Brasil mantém alerta sanitário por gripe aviária por mais 180 dias

Foto do autor Francieli Galo
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Brasil mantém alerta sanitário por gripe aviária por mais 180 dias
Mapa prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária para manter ações preventivas contra a gripe aviária no Brasil. Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária / Divulgação

Portaria publicada nesta quinta-feira mantém por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional para reforçar a resposta preventiva à gripe aviária

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional em razão da circulação do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), subtipo H5N1, conhecido como gripe aviária, em aves silvestres no Brasil.

A medida foi oficializada nesta quinta-feira (26), com a publicação da Portaria nº 896, e mantém o país em condição de alerta sanitário preventivo para que o governo federal continue atuando com agilidade diante de possíveis novos focos da doença. A decisão vale para todo o território nacional e tem como principal objetivo garantir que o Mapa preserve instrumentos legais e operacionais para contenção e erradicação de ocorrências, além de facilitar a mobilização de recursos públicos e a articulação com diferentes esferas de governo.

Prorrogação mantém estrutura de resposta rápida no país

A renovação do estado de emergência zoossanitária ocorre de forma preventiva e reforça a estratégia do governo de manter prontidão diante da circulação do vírus em território brasileiro. Com a medida, o Ministério da Agricultura segue com respaldo para adotar ações emergenciais com mais rapidez, o que inclui protocolos de contenção, monitoramento, controle sanitário e integração com estados, municípios e demais órgãos envolvidos na defesa agropecuária.

Para o agro, especialmente para a cadeia avícola, essa prorrogação tem peso estratégico porque preserva a capacidade de resposta institucional em um setor altamente sensível a questões sanitárias. Em um mercado fortemente dependente de confiança, rastreabilidade e credibilidade internacional, a manutenção do estado de emergência funciona como um mecanismo de prevenção e proteção da imagem sanitária do país, sobretudo em relação aos compradores externos.

Avicultura segue em alerta com risco sanitário no radar

Embora a prorrogação tenha caráter preventivo, ela reforça que a gripe aviária continua sendo uma preocupação relevante para a avicultura nacional. O Brasil é um dos principais players globais na produção e exportação de carne de frango, e qualquer avanço da doença pode gerar repercussões importantes sobre o mercado, incluindo restrições comerciais, maior vigilância sanitária e impactos sobre custos operacionais dentro da cadeia produtiva.

A manutenção do estado de emergência também sinaliza ao setor que a vigilância sanitária seguirá como prioridade, especialmente diante da necessidade de evitar novos registros em aves comerciais. Esse ponto é crucial porque casos em plantéis comerciais tendem a provocar efeitos mais amplos sobre o mercado, tanto do ponto de vista econômico quanto sanitário, além de acender alertas imediatos entre importadores.

Brasil soma 188 focos da doença desde 2023

O primeiro foco de gripe aviária no Brasil foi registrado em 15 de maio de 2023, em aves silvestres. Desde então, o país vem monitorando a circulação do vírus e intensificando protocolos de vigilância. Já o primeiro foco em ave comercial foi confirmado em 15 de maio de 2025, marco que elevou ainda mais a atenção do setor e das autoridades sanitárias.

Até o momento, o Brasil contabiliza 188 focos da doença. Desse total, 173 ocorreram em aves silvestres, 14 em aves de subsistência e um em ave comercial. Os números mostram que a maior concentração dos casos continua em aves silvestres, mas também evidenciam que o vírus segue exigindo monitoramento contínuo e capacidade de resposta rápida para impedir sua disseminação em sistemas produtivos com maior impacto econômico.

Decisão busca proteger mercado interno e exportações

Para a cadeia produtiva, a prorrogação do estado de emergência zoossanitária ajuda a sustentar uma mensagem de controle, vigilância e ação coordenada, elementos fundamentais para preservar o funcionamento do mercado interno e a posição do Brasil no comércio internacional de proteína animal. Em um ambiente global em que surtos sanitários podem alterar fluxos de exportação e gerar barreiras comerciais, manter mecanismos ativos de resposta é uma forma de reduzir riscos e demonstrar comprometimento com a defesa sanitária.

Na prática, a medida não significa um agravamento imediato do cenário, mas sim a continuidade de uma postura preventiva diante de uma ameaça que ainda exige cautela. Para produtores, indústrias e demais agentes da cadeia avícola, o recado é claro: a gripe aviária segue no radar, e a biosseguridade continua sendo um dos pilares centrais para proteger a produção, o abastecimento e a competitividade do setor brasileiro.

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