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Algodão brasileiro avança em qualidade e ganha competitividade

Foto do autor Jair Reinaldo
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Algodão brasileiro avança em qualidade e ganha competitividade
Qualidade do algodão brasileiro avança e fortalece competitividade no mercado global

Mais de 95% da fibra atende padrões ideais e fortalece posição do Brasil no mercado global

A qualidade do algodão brasileiro registrou avanço consistente na safra 2024/2025, consolidando uma trajetória de evolução da fibra nacional. Os dados são da Abrapa, que analisou praticamente toda a produção do ciclo.

Ao todo, foram avaliados 17,4 milhões de fardos por meio do sistema HVI (High Volume Instrument), o equivalente a cerca de 4,25 milhões de toneladas. O volume representa praticamente a totalidade da safra, dentro do programa SBRHVI, que reúne 13 laboratórios e 90 equipamentos nos principais estados produtores.

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Indicadores reforçam padrão elevado

Os resultados mostram forte desempenho nos principais indicadores de qualidade. No quesito resistência da fibra, 96,6% das amostras ficaram acima de 28 gf/tex, um dos melhores níveis da série recente.

O comprimento também avançou, com 94,2% do algodão apresentando medida igual ou superior a 1,11 polegada, enquanto cerca de 80% da produção se concentra nas faixas mais valorizadas, acima de 1,14 polegada.

No indicador de micronaire, que mede finura e maturidade da fibra, 95,8% do algodão ficou dentro da faixa ideal, entre 3,5 e 4,9. Já a uniformidade alcançou 94,9% das amostras acima de 80%.

Outros indicadores também apresentaram bom desempenho, como o índice de fibras curtas, com 80,8% dentro do limite desejável, e o brilho, com 85,6% acima do padrão de referência. O grau de amarelamento permaneceu controlado, com 77,5% dentro dos parâmetros ideais.

Padrão fortalece mercado

Segundo a Abrapa, os resultados refletem investimentos em tecnologia, melhoramento genético, boas práticas agrícolas e padronização no beneficiamento e classificação da pluma.

A uniformidade da qualidade entre os fardos contribui para fortalecer a confiança dos compradores, o que pode favorecer a valorização do produto tanto no mercado interno quanto nas exportações.

Na prática, o avanço na qualidade amplia a competitividade do algodão brasileiro no mercado global, permitindo acesso a mercados mais exigentes e potencialmente melhor remuneração.

Para o produtor, o cenário reforça a importância de investir em tecnologia e manejo para manter padrões elevados, consolidando o Brasil como referência não apenas em volume, mas também em qualidade de fibra.

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