O mercado futuro da soja opera novamente sob pressão negativa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), acumulando uma sequência expressiva de sete pregões consecutivos fechando no campo vermelho, conforme relatório divulgado pela Granoeste Corretora. Na manhã desta quarta-feira, o contrato de vencimento novembro registrava recuo de 7 pontos, cotado a US$ 12,41 por bushel, dando continuidade ao movimento baixista da sessão anterior, quando as perdas oscilaram entre 4 e 5 cents.
O movimento de retração externa decorre do ritmo consistente dos trabalhos nos Estados Unidos, onde a colheita alcançou 64% da área estimada até o último fim de semana, alinhando-se com a média histórica e ampliando a disponibilidade física no mercado internacional. Com a oferta imediata crescendo nos terminais norte-americanos, fundos e investidores institucionais optam por liquidar posições compradas em semanas anteriores, acentuando a pressão sobre as telas futuras.
Com solo úmido, plantio da soja atinge 32% da área em MS
Preços da soja sobem em Chicago com apoio do petróleo
No comércio global, a alfândega da China informou ter importado 10,7 milhões de toneladas de soja do Brasil em setembro, volume ligeiramente inferior às 11,0 milhões de toneladas registradas em igual mês de 2025.
Paraná acelera Plantio em Meio ao Alerta Climático do El Niño
No front doméstico, a atenção dos agentes está totalmente concentrada nos trabalhos de campo e no ritmo das plantadeiras. No Paraná, o plantio da safra de verão atingiu 47% da área total estimada em 5,74 milhões de hectares — patamar ligeiramente superior aos 5,73 milhões de hectares do ciclo anterior —, segundo levantamento atualizado do Departamento de Economia Rural (Deral). A produção total paranaense é projetada em 22,6 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 4% sobre as 21,8 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024/25.
Segundo aponta a Granoeste Corretora, o mercado físico interno segue com liquidez reduzida e praticamente sem ofertas de venda. Diante da desvalorização recente das cotações, os sojicultores mantêm a comercialização travada, concentrando recursos na implantação da lavoura e monitorando as instabilidades e irregularidades climáticas típicas de anos sob a influência de um evento forte de El Niño.
No porto de Paranaguá, os prêmios de exportação operam indicados entre 145 e 170 cents acima de Chicago para o spot, entre 150 e 175 cents para dezembro e entre 80 e 120 cents para os embarques de janeiro. As referências nominais de compra na região oeste do Paraná permanecem bastante dispersas, oscilando de R$ 143,00 a R$ 146,00 por saca, enquanto em Paranaguá as indicações giram na faixa de R$ 153,00 a R$ 155,00 por saca, a depender das condições de prazo para pagamento, localidade e janela de entrega.
