Os contratos futuros do milho registram ligeira valorização na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira, cotados a US$ 4,64 por bushel no vencimento dezembro, de acordo com o boletim financeiro divulgado pela Granoeste Corretora. O movimento dá sequência aos ganhos tímidos da sessão anterior, quando o cereal encerrou os negócios com altas marginais entre 1 e 2 pontos.
No mercado internacional, as cotações encontram sustentação direta na demanda interna norte-americana, puxada principalmente pelas usinas de etanol de milho em decorrência da escalada contínua nos preços internacionais do petróleo.
Safra de milho em MS atinge recorde de 16,2 mi de toneladas
Milho opera em queda na CBOT e na B3 nesta quarta-feira
Soma-se a isso a firmeza nas vendas externas dos Estados Unidos: o Departamento de Agricultura do país reportou a contratação de 1,53 milhão de toneladas de milho para exportação na última semana. Em contrapartida, o fator de contenção que impede altas mais expressivas é o ritmo da colheita no Meio-Oeste norte-americano, cujos trabalhos de campo já ultrapassaram 50% da área total cultivada.
Indústria abastecida e pressão vendedora acomodam preços no Brasil
Na bolsa brasileira (B3), a reação externa repercute de forma moderada, com o contrato novembro operando a R$ 65,85 por saca (frente aos R$ 65,70 da véspera) e a posição janeiro de 2027 cotada a R$ 70,25 (contra R$ 70,20 do fechamento anterior). O dólar comercial acompanha a sessão em viés de alta, cotado a R$ 5,04, contra R$ 5,026 do pregão anterior.
No mercado físico nacional, contudo, a comercialização encontra-se em compasso de acomodação. Conforme diagnóstico da Granoeste Corretora, diversos elementos estruturais atuam simultaneamente para esfriar o ímpeto dos negócios: o recuo nos preços de exportação (que deteriora os níveis de paridade de importação/exportação), o pleno abastecimento dos estoques das indústrias e fábricas de ração após a recém-concluída colheita da safrinha, e a necessidade de desova por parte de produtores que precisam liberar espaço em armazéns, enfraquecendo o poder de barganha de quem está na ponta vendedora.
No balcão de compras regional:
Oeste do Paraná: as indicações de compra operam dispersas entre R$ 56,00 e R$ 59,00 por saca;
Porto de Paranaguá: referências de negócios no corredor portuário oscilam na faixa de R$ 63,00 a R$ 66,00 por saca.
As propostas efetivas de compra dependem dos prazos de liquidação financeira acordados e, nas praças do interior, da distância do armazém e da rota de frete até os centros de consumo ou terminais de embarque.
