A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) arrematou 191 mil toneladas de milho em grãos durante leilões eletrônicos de compra pública realizados nos dias 18 e 21 de setembro. O volume assegurado equivale a 85,27% da demanda total de 224 mil toneladas ofertada nos avisos, demandando um aporte financeiro federal de R$ 228 milhões. A medida integra o pacote governamental de contingência contra os efeitos climáticos adversos do fenômeno El Niño sobre a produção e a distribuição de ração animal pelo país.
A prioridade dos pregões recaiu sobre a produção de pequeno porte. No primeiro certame, realizado no dia 18, a estatal adquiriu 121 mil toneladas diretamente da agricultura familiar, fatia correspondente a 64,92% de todo o cereal contratado nas duas etapas. O desembolso para esse segmento ultrapassa R$ 152 milhões, contemplando praças como Irecê (BA), Goiatuba (GO), Imperatriz (MA), Uberlândia e Uberaba (MG), Iguatemi (MS), além de Camargo e Santa Cecília do Sul (RS). As cargas serão direcionadas a armazéns estratégicos situados na Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.
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Concorrência ampla e socorro aos pequenos criadores
Para escoar os lotes remanescentes que não foram liquidados na rodada exclusiva de abertura, a Conab conduziu um segundo leilão na segunda-feira (21), com regras de ampla concorrência. Nessa operação, aberta a produtores comerciais, cooperativas e comerciantes cerealistas, foram arrematadas 70 mil toneladas adicionais, movimentando outros R$ 76 milhões.
O certame registrou liquidação integral das demandas previstas para o Distrito Federal, Bom Jesus de Goiás (GO), Imperatriz (MA) e diversas cidades do Rio Grande do Sul, além de preencher parcialmente as ofertas programadas para polos mato-grossenses como Rondonópolis, Gaúcha do Norte e Vera.
Todo o volume internalizado será alocado no Programa de Vendas em Balcão (ProVB). A política pública tem como foco operacional abastecer micro e pequenos criadores de suínos, aves, bovinos de leite e ovinos instalados fora do eixo central do Centro-Oeste, assegurando insumo a preços balizados e evitando que a quebra logística regional inviabilize os plantéis durante a entressafra.
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