La Niña deve redesenhar cenário das commodities nos próximos meses
Fenômeno climático deve alterar o ritmo de produção, preços e oferta de diversas commodities agrícolas nos próximos meses
Por: Redação RuralNews
Segundo Thais Italiani, gerente de inteligência de mercado da Hedgepoint, há riscos e oportunidades relevantes. Ela explica que cada cadeia exige monitoramento constante, já que o comportamento do La Niña muda conforme a intensidade e o local atingido.
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As chuvas abaixo da média previstas para o Sul do Brasil, Uruguai e Argentina podem prejudicar o desenvolvimento de soja e milho. Por outro lado, o centro-norte brasileiro deve registrar chuvas mais frequentes e temperaturas mais amenas, o que tende a favorecer as lavouras.
Luiz Roque, coordenador de inteligência de mercado da Hedgepoint, lembra que o fenômeno já causou perdas de até 50% nas safras de soja em anos anteriores. Ele reforça que, caso os impactos se intensifiquem, a volatilidade dos preços pode aumentar e modificar o ritmo das exportações.
A região Centro-Sul do Brasil pode enfrentar dificuldades durante o desenvolvimento da safra 2026/27. Além disso, episódios intensos de La Niña costumam atrasar a moagem na Tailândia e na Indonésia. Assim, a combinação desses fatores pode reduzir a oferta global de açúcar.
No Brasil, o fenômeno tende a favorecer a floração do arábica e o desempenho do conilon. No entanto, em países como Vietnã e Colômbia, além de parte da América Central, o excesso de chuvas pode atrasar colheitas e reduzir a qualidade do grão.
De acordo com Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint, os efeitos devem ser positivos para o Brasil, mas ainda exigem cautela em outras regiões produtoras.
Na África Ocidental, a umidade adicional pode reduzir o estresse hídrico da estação seca. Já no Equador, a possível redução das chuvas pode prejudicar a floração e limitar o excedente previsto para 2025/26. Carolina França, analista da Hedgepoint, reforça que o equilíbrio entre umidade e radiação solar será determinante.
Nos Estados Unidos, Europa e região do Mar Negro, há risco de chuvas abaixo da média e temperaturas mais altas durante o início do ciclo do trigo de inverno. Embora o risco de perdas expressivas seja pequeno, o desenvolvimento inicial das lavouras merece cuidado.
Na Indonésia e na Malásia, as chuvas fortes previstas para a estação úmida podem causar inundações e atrasar o transporte da produção. Segundo a Hedgepoint, o principal impacto deve ocorrer na logística, já que estradas alagadas dificultam o escoamento e podem influenciar a oferta global.
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Soja e milho: risco no Sul e melhores condições no centro-norte do Brasil
La Niña deve impactar produção, logística e oferta global de commodities. Foto: Canva
As chuvas abaixo da média previstas para o Sul do Brasil, Uruguai e Argentina podem prejudicar o desenvolvimento de soja e milho. Por outro lado, o centro-norte brasileiro deve registrar chuvas mais frequentes e temperaturas mais amenas, o que tende a favorecer as lavouras.
Luiz Roque, coordenador de inteligência de mercado da Hedgepoint, lembra que o fenômeno já causou perdas de até 50% nas safras de soja em anos anteriores. Ele reforça que, caso os impactos se intensifiquem, a volatilidade dos preços pode aumentar e modificar o ritmo das exportações.
Açúcar: clima pode limitar a oferta no Brasil e na Ásia
A região Centro-Sul do Brasil pode enfrentar dificuldades durante o desenvolvimento da safra 2026/27. Além disso, episódios intensos de La Niña costumam atrasar a moagem na Tailândia e na Indonésia. Assim, a combinação desses fatores pode reduzir a oferta global de açúcar.
Café: efeitos positivos no Brasil e alerta para outras origens
No Brasil, o fenômeno tende a favorecer a floração do arábica e o desempenho do conilon. No entanto, em países como Vietnã e Colômbia, além de parte da América Central, o excesso de chuvas pode atrasar colheitas e reduzir a qualidade do grão.
De acordo com Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint, os efeitos devem ser positivos para o Brasil, mas ainda exigem cautela em outras regiões produtoras.
Cacau: melhora na África e preocupação no Equador
Na África Ocidental, a umidade adicional pode reduzir o estresse hídrico da estação seca. Já no Equador, a possível redução das chuvas pode prejudicar a floração e limitar o excedente previsto para 2025/26. Carolina França, analista da Hedgepoint, reforça que o equilíbrio entre umidade e radiação solar será determinante.
Trigo: atenção às lavouras do Hemisfério Norte
Nos Estados Unidos, Europa e região do Mar Negro, há risco de chuvas abaixo da média e temperaturas mais altas durante o início do ciclo do trigo de inverno. Embora o risco de perdas expressivas seja pequeno, o desenvolvimento inicial das lavouras merece cuidado.
Óleo de palma: logística pode ser o principal desafio
Na Indonésia e na Malásia, as chuvas fortes previstas para a estação úmida podem causar inundações e atrasar o transporte da produção. Segundo a Hedgepoint, o principal impacto deve ocorrer na logística, já que estradas alagadas dificultam o escoamento e podem influenciar a oferta global.
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