Soja 25-01-2026 | 9:47:00

Hedgepoint eleva projeção da soja do Brasil para 179,5 mi t

Revisão reflete melhora nas áreas plantadas, produtividade elevada e clima favorável, com recuperação do Sul e bom desempenho nos principais estados produtores

Por: Redação RuralNews

Segundo a companhia, o ajuste reflete a ampliação de áreas plantadas e a elevação das produtividades médias nos principais estados produtores. Além disso, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras, sobretudo desde dezembro de 2025.
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De acordo com Luiz Fernando Roque, coordenador de Inteligência de Mercado na Hedgepoint Global Markets, as projeções consideram indicadores recentes de vegetação. Ele afirma que os dados do USDA sobre o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) apontam excelente desenvolvimento das lavouras nos principais polos produtores.
Condições climáticas favoráveis e recuperação no Sul impulsionam projeção recorde para a safra brasileira de soja 2025/26. Foto: Canva


Recuperação no Sul impulsiona revisão



No Rio Grande do Sul, após três safras seguidas com problemas climáticos, a produção mostra forte recuperação em 2025/26. O NDVI permanece em patamares elevados. Segundo Roque, a retomada da produtividade no estado pesa de forma decisiva na revisão para cima e pode consolidar o recorde nacional.

Ao mesmo tempo, Mato Grosso e Paraná, os dois maiores produtores do país, mantêm ótimas condições climáticas. Como resultado, registram índices robustos de vegetação. Já Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia também apresentam níveis elevados de NDVI, o que reforça o potencial produtivo de forma generalizada.

Colheita avança acima do ano passado



Até 16 de janeiro, cerca de 3% da área nacional já havia sido colhida. No mesmo período do ano passado, o índice era de 1,1%. Além disso, o ritmo atual fica próximo da média histórica de 2,7%.

Apesar de atrasos no plantio entre setembro e outubro, a Hedgepoint não prevê impacto relevante na produtividade. Segundo Roque, o início da colheita confirma o bom momento da safra. Caso o cenário climático se mantenha, a consultoria não enxerga riscos relevantes nos principais estados produtores.

Clima segue favorável à safra



No curto prazo, entre 21 e 27 de janeiro, a previsão indica chuvas mais intensas no Centro-Norte. Isso pode reduzir momentaneamente o avanço das máquinas em Mato Grosso. Por outro lado, Sul e Sudeste tendem a registrar volumes menores, o que favorece a colheita, especialmente no Paraná.

Já em fevereiro, a tendência é de chuvas abaixo da média no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Esse padrão deve favorecer o ritmo dos trabalhos na faixa central do país. Enquanto isso, a umidade acima da média no Sul beneficia o Rio Grande do Sul e ajuda a consolidar a recuperação das lavouras. Ainda assim, o Nordeste exige atenção, pois parte das áreas foi plantada mais tarde e depende de umidade adequada.

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