Segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), a produção industrial de Goiás recuou 1,1% em agosto de 2026 frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, interrompendo o avanço de 0,6% registrado em julho. Na comparação com agosto de 2025, a queda foi de 0,4%. Apesar do resultado negativo no mês, a indústria goiana segue acumulando crescimento de 2,0% no ano e de 2,8% nos 12 meses.
No Brasil, a produção industrial também registrou retração em agosto, com queda de 0,6% na comparação com julho. Em relação a agosto de 2025, a indústria nacional recuou 1,2%, enquanto o estado apresentou perda mais moderada (-0,4%). Goiás também manteve desempenho superior ao do país no acumulado do ano (2,0% ante 0,8%) e no acumulado em 12 meses (2,8% ante 0,6%).
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Fabricação de máquinas e equipamentos
A atividade de Fabricação de máquinas e equipamentos recuou 94,6% em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, registrando a maior retração entre as atividades acompanhadas pela indústria goiana e exercendo a principal influência negativa sobre o resultado da indústria geral no Estado.
No acumulado do ano, a fabricação de máquinas e equipamentos acumulou queda de 41,6%, enquanto o indicador acumulado nos últimos 12 meses recuou 20,8%. Entre os produtos associados ao resultado negativo da atividade destacaram-se as máquinas para colheita e os equipamentos para projetar ou pulverizar de uso agrícola, apontados entre as principais influências sobre o desempenho do setor.
Fabricação de vestuário registra retração
A atividade de Confecção de artigos do vestuário e acessórios recuou 34,4% em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, colocando-se entre os principais resultados negati vos da indústria goiana no período. O setor exerceu a segunda maior influência negativa sobre a indústria do Estado, depois da Fabricação de máquinas e equipamentos.
O desempenho desfavorável também foi observado nos indicadores de prazo mais longo. No acumulado do ano, a atividade acumulou queda de 31,9%, enquanto o indicador dos últimos 12 meses recuou 15,8%. Entre os produtos que ajudaram a explicar esse resultado destacam-se calças compridas femininas e masculinas (exceto de malha), camisas masculinas (exceto de malha), camisas de malha masculinas, e calças, bermudas e semelhantes femininas de malha.
Produção de álcool etílico e biodiesel avança
A atividade de Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis cresceu 7,9% em agosto de 2026, frente ao mesmo mês do ano anterior, e exerceu a principal influência positiva sobre o resultado da indústria goiana. O desempenho foi impulsionado principalmente pela maior produção de álcool etílico e biodiesel. A atividade manteve trajetória positiva pelo oitavo mês consecutivo em 2026 e acumulou expansão de 21,1% no ano e de 16,4% nos últimos 12 meses.
Goiás tem a 3ª menor queda do país em produção industrial
Em agosto de 2026, a produção industrial de Goiás recuou 1,1% em relação a julho, na série com ajuste sazonal, resultado inferior ao da média nacional (-0,6%). Entre os 15 locais com informação disponível, o Estado registrou a 2ª menor queda do país, ficando atrás apenas de São Paulo (-0,2%) entre os resultados negativos. Os principais avanços foram observados na Bahia (3,7%), Rio de Janeiro (1,1%), Mato Grosso (1,0%) e Paraná (1,0%), enquanto as retrações mais intensas ocorreram no Pará (-7,3%), Amazonas (-5,7%) e Rio Grande do Sul (-4,5%).
